A Acelen, refinaria de petróleo responsável pela distribuição de combustíveis na Bahia, anunciou mais um aumento de preço da gasolina, a partir desta quinta-feira (30). O aumento de R$ 0,39 por litro, intensifica o cenário de instabilidade e elevação de custos no mercado de combustíveis baiano.
Em função da alta de preço, o Sindicombustíveis-BA, entidade
que representa os revendedores de combustíveis no estado, manifestou forte
preocupação com o novo reajuste feito pela Refinaria de Mataripe, que é operada
pela Acelen.
Desde o início da guerra perpetrada pelos Estados Unidos e
Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro de 2026, a gasolina já acumula oito
aumentos no estado da Bahia. Isto porque a Acelen acompanha a política
internacional de preços. Sendo assim, os reajustes vêm afetando, sobremaneira, o
mercado baiano.
Em contraste, no mesmo período, a Petrobras, estatal
brasileira, não realizou anúncios de reajustes do preço da gasolina, o que
evidencia uma diferença significativa na dinâmica de formação de preços entre
os agentes do setor, criando um desequilíbrio concorrencial.
O cenário impacta, significativamente, a economia do estado e
o comportamento do consumidor. Isto porque provoca a redução do consumo da
gasolina e incide nos índices inflacionários, além de afetar a sustentabilidade
econômica dos postos revendedores.
De acordo com o Sindicombustíveis-BA, “é fundamental
esclarecer que os postos revendedores atuam como o elo final da cadeia de
comercialização de combustíveis, sem ingerência sobre os preços praticados nas
etapas anteriores desta comercialização que envolve a refinaria, distribuidoras
e impostos”.
Frente a isso, o sindicato enfatizou que seguirá monitorando,
atentamente, “a evolução do cenário e seus desdobramentos no estado, reiterando
a necessidade de medidas coordenadas e urgentes, que promovam maior
previsibilidade e equilíbrio para o setor”.