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Política

Lula considera acordo entre Mercosul e União Europeia uma ‘vitória do diálogo’

09 de Janeiro de 2026 | 17h 23
Lula considera acordo entre Mercosul e União Europeia uma ‘vitória do diálogo’
Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a aprovação do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou, na tarde desta sexta-feira (9), que a ampla maioria dos Estados-membros foram favoráveis ao pacto.

Lula usou suas redes sociais para celebrar o resultado das negociações. Para ele, o acordo é fruto de “uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”.

Além de trazer benefícios para ambos os blocos, o governante brasileiro considera o pacto “uma sinalização em favor do comércio internacional”. Lula atuou na costura do acordo e tentou finalizá-lo no fim de 2025, quando o Brasil ainda presidia o bloco sul-americano, agora sob a tutela do Paraguai.

Segundo ele, o acordo entre o Mercosul e a União Europeia era uma prioridade de sua gestão. O presidente afirmou ser um “dia histórico para o multilateralismo” e lembrou a longa negociação, de 25 anos, até a conclusão do pacto. “Dia histórico para o multilateralismo. Após 25 anos de negociação, foi aprovado o Acordo entre Mercosul-União Europeia, um dos maiores tratados de livre-comércio do mundo. A decisão chancelada pelo lado europeu une dois blocos que, juntos, somam 718 milhões de pessoas e um PIB de US$ 22,4 trilhões”, disse Lula.

Tão prezado pelo governante brasileiro, o multilateralismo promove a cooperação entre diversos países, com a finalidade de promover interesses comuns a todos, nas relações internacionais. É uma prática oposta à do unilateralismo, quando um país age por conta própria. E também se distingue do bilateralismo, quando há associação de apenas dois países.

Assinatura – A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse estar ansiosa para viajar ao Paraguai e ratificar o acordo. A ida dela ao país-membro que preside o Mercosul desde dezembro do ano passado deve ocorrer na próxima semana. Além do Paraguai, integram o bloco a Argentina, o Brasil, e o Uruguai.

Tanto os países da União Europeia quanto os países do Mercosul ainda precisam submeter o documento final aos seus parlamentares. A entrada em vigor, no entanto, é individual. Isto significa que não é preciso esperar a aprovação dos parlamentos de todos os Estados-membros.

Itamaraty e MDIC – Por meio de um comunicado, o Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil, conhecido como Itamaraty, e o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) celebraram a aprovação da assinatura do acordo. “Trata-se do maior acordo comercial negociado pelo Mercosul e um dos maiores dentre aqueles pactuados pela União Europeia com parceiros comerciais”, avaliam as pastas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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