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Economia

Mercado financeiro reduz para 4,05% expectativas da inflação para 2026

12 de Janeiro de 2026 | 17h 43
Mercado financeiro reduz para 4,05% expectativas da inflação para 2026
Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O mercado financeiro reduziu as expectativas de inflação para o ano de 2026. Conforme previsão do Boletim Focus, divulgado, nesta segunda-feira (12), pelo Banco Central (BC), o ano fechará com o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 4,05%.

Na semana passada, o indicador que serve de referência para a inflação oficial do país estava em 4,06%. Há quatro semanas, estava em 4,10%. Para os anos subsequentes (2027 e 2028) as projeções são as mesmas há dez semanas: 3,80% e 3,50%, respectivamente.

Meta de inflação – Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para 2025 é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Isto significa que o limite inferior é 1,5%, e o superior, 4,5%.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação medida em dezembro do ano passado teve alta de 0,33%, ante ao 0,18% registrado no mês anterior. Com isso, o IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro da meta do Governo Federal.

De acordo com o IBGE, com exceção do grupo habitação, que registrou queda de 0,33%, os demais grupos de produtos e serviços pesquisados tiveram alta em dezembro.

A maior variação (0,74%) e o maior impacto (0,15 p.p.) vieram dos transportes, seguido, em termos de impacto, por saúde e cuidados pessoais, com alta de 0,52% e 0,07 p.p.

PRODUTO INTERNO BRUTO – Os demais índices do Boletim Focus divulgado hoje se mantiveram estáveis em relação às semanas anteriores.

No caso do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, o mercado prevê que a economia do país crescerá 1,80% em 2026 – percentual que vem sendo projetado há cinco semanas consecutivas, o mesmo estimado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que o PIB feche o ano com um crescimento de 2%.

Câmbio – Com relação ao câmbio, as projeções do mercado financeiro permanecem estáveis há 13 semanas consecutivas, com uma expectativa de que o dólar feche 2026 cotado a R$ 5,50, mesmo valor projetado para 2027.

Para 2028, as expectativas são de que a moeda estadunidense termine o ano cotada a R$ 5,52.

Selic – Já a Selic, que corresponde à taxa básica de juros, deverá ser reduzida dos atuais 15% para 12,25% até o final de 2026, conforme o mercado financeiro. Para 2027, a estimativa para o indicador é de 10,50%. Para o ano subsequente (2028), as expectativas são de que ela caia ainda mais, para 9,88%.

Atualmente, a Selic está em seu maior nível, desde julho de 2006, quando registrou 15,25% ao ano. Após chegar a 10,5% ao ano, em maio do ano passado, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024. A Selic chegou a 15% ao ano na reunião de junho de 2025, sendo mantida nesse nível, desde então.

Variações da Selic – Ao aumentar a Selic, o Copom pretende conter a demanda aquecida. Isto causa reflexos nos preços, uma vez que os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.

Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

Quando a taxa Selic é reduzida, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

 

 

 




 

*Com informações da Agência Brasil.



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