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Economia

Cencosud zera dívidas com bancos brasileiros

25 de Março de 2015 | 10h 22
Cencosud zera dívidas com bancos brasileiros

O Grupo Cencosud – maior grupo varejista da América Latina, que atua no Brasil desde 2007 com as bandeiras GBarbosa, Bretas, Prezunic, Perini e Mercantil Rodrigues – destinou à operação brasileira da Cencosud uma transferência de fundos no valor de US$ 350 milhões com o objetivo de cancelar, praticamente na sua totalidade, o endividamento que tem com os bancos brasileiros. Esta mudança da dívida local para intercompany mitiga a exposição aos altos juros do mercado brasileiro.

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Esta importante decisão acompanha mudanças realizadas a partir do segundo semestre de 2014, quando foram criadas as diretorias por negócio, que buscam aumentar a velocidade e autonomia na tomada de decisões nas regiões em que opera cada bandeira, porém, mantendo áreas centrais nas quais há sinergias e eficiência em nível nacional. Adicionalmente, em outubro de 2014, o Grupo trocou o presidente da filial para assegurar o sucesso deste novo modelo de governança. Com essas mudanças, o Grupo Cencosud reafirma claramente sua confiança na operação brasileira rumo ao crescimento e rentabilidade desta filial.           

Sobre a transação

O Grupo Cencosud realizou com êxito uma emissão de bônus no mercado internacional, sendo US$ 650 milhões com vencimento em 10 anos, e outros US$ 350 milhões em 30 anos. Esta é a primeira vez em 30 anos que a companhia realiza uma operação deste porte. Além disso, a Cencosud é a primeira empresa privada do Chile que conseguiu emitir papéis com prazo de 30 anos na última década. O Grupo Cencosud avalia que o sucesso da operação demonstra a força e solidez da companhia junto ao mercado financeiro global.

O custo da operação de emissão de bônus foi baseado na cotação dos papéis do Tesouro americano, mais um spread de 337,5 pontos base para o prazo de 10 anos; e de 420 pontos base para 30 anos. A captação foi liderada pelo HSBC e pelo Scotiabank e as negociações aconteceram em Luxemburgo, porém, sujeitas às leis de Nova York, registrando grande interesse dos investidores - 150 no total – e atingindo em quase três vezes o valor oferecido inicialmente (US$ 400 milhões).           



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