Os presidentes do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), negaram qualquer envolvimento em supostas irregularidades relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
Os parlamentares foram citados nesta terça-feira (16) em investigações e reportagens que abordam possíveis favorecimentos ao Banco Master. Segundo informações divulgadas pela Revista Veja, Alcolumbre teria sido mencionado em apurações sobre um suposto repasse de US$ 30 milhões para beneficiar a instituição financeira no Senado.
Em nota, o presidente do Senado negou ter recebido qualquer valor e afirmou que as acusações têm o objetivo de desgastar sua imagem.
“Repudio, com toda a firmeza e indignação, o conteúdo desta matéria. Jamais recebi aqueles valores ou quaisquer outros, no Brasil ou no exterior, por qualquer motivo que seja”, declarou.
Já o presidente da Câmara, Hugo Motta, teve o nome citado em um relatório da Polícia Federal produzido no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master.
De acordo com a investigação, Daniel Vorcaro teria custeado despesas de hospedagem de Motta em um hotel de luxo em Lisboa, em julho de 2024. O deputado afirmou estar tranquilo em relação às apurações e disse confiar no trabalho das autoridades responsáveis pelo caso.
Daniel Vorcaro está preso desde o dia 4 de março e negocia um acordo de delação premiada com a Polícia Federal. Ele é investigado por suspeitas de participação em um esquema de fraudes financeiras.
Após o avanço das investigações, o Banco Central determinou a liquidação do Banco Master, que deixou de operar no sistema financeiro.