Mudando um pouco o velho conhecido e revelador ditado: quem não deve, não treme!. Por que a esquerda brasileira e seus satélites gritam sem parar, como se estivessem levando peia, contra o reconhecimento pelos Estados Unidos das organizações criminosas brasileiras CV e PCC como grupos terroristas? A defesa que lideranças da esquerda fazem contra a decisão americana leva as pessoas pensarem ainda mais mal destes partidos e políticos. O que temem? O desespero da esquerda esconde e revela dívida robusta.
A justiça americana não tomou a decisão de declarar estas organizações criminosas como terroristas tendo como base a gritaria dos apoiadores brasileiros, como querem os petistas que o povo acredite. Os Estados Unidos, além de Maduro, tem nas suas prisões um sujeito apelidado de El Polo, um ex-general venezuelano que sabe muito sobre a relação da esquerda latina com o narcotráfico. Condenado à prisão perpétua, vai abrir seus arquivos para mudar a pena. Eis o pavor da esquerda tupi.
Questionável seu comportamento, que parece defender crimes e criminosos. E não apenas deles, os políticos, mas de jornalistas e outros formadores de opinião, que defendem abertamente estes grupos ou lobos solitários como fossem organizações sociais sérias. Há quem acredite em intervenção ou incursão militar dos Estados Unidos no Brasil. São idiotizados agindo como se multiplicadores de informação para quem vives nos currais.
Todos sabem que o Brasil é uma republiqueta de bananas, mas não o suficiente para que o Tio Sam aponte e crave suas garras no país. Mesmo com as mais graves mazelas, aqui ainda não é uma Venezuela ou Cuba. Ainda não!
Outros não menos estúpidos choramingam sobre a soberania nacional, que, em sua visão propositalmente distorcida, seria violada, acontecendo alguma ação americana, mesmo que pontual. Estes alienados se esqueceram – ou se recusam a lembrar, que Lula mandou um avião ao Peru raptar a ex-primeira dama, Nedine Heredia, condenada por corrupção. O marido dela, Ollanta Humalaia está preso e condenado a 15 anos, por corrupção.
Para estes amalucados isto não é quebra de soberania. Fizeram isto porque o Peru é um país pequeno. Como já disseram, se o Peru fosse grande, não se atreveriam – sem trocadilhos. Lula foi à Argentina e levantou uma bandeira pedido liberdade para a ex-presidente Cristina Kirchner, condenada a seis anos de prisão e a perda perpétua dos direitos políticos por corrupção. Isto, para eles, não é interferir na soberania alheia. É pimenta no olho dos outros.
Não são poucos os esquerdistas que afirmaram ser o reconhecimento e as medidas duras que serão tomadas pelos EUA prejudiciais à economia brasileira. Como assim, cara pálida? Estes grupos estão tão infiltrados na vida brasileira que o combate a eles atingirá setores da nossa economia? E quais são eles? Claro que as autoridades americanas vão pra cima das instituições financeiras que trabalharam para estas organizações e seus tentáculos. É aí que a cobra vai fumar para quem lavou dinheiro para estes grupos e por onde a grana circula.
Se assim dizem, é porque sabem onde está o dinheiro arrecadado pelo tráfico de drogas e de outras ilicitudes. Ao analisar o desespero de alguns políticos na defesa destes grupos não tem como não relacioná-los ao esquema criminoso. Se temem é porque devem ou sabem quem está envolvido até o pescoço e que a ripa vai engendrar nas costelas deles. Tomara que sim. Gravação de voz de um líder de uma das facções, preso em penitenciária de segurança máxima, é clara. O sujeito afirma que existiam canais de diálogos ‘cabulosos’ com o governo petista, coisas que não existiram durante o mandato de Jair Bolsonaro. Qual o conteúdo destes diálogos?
* João Batista Cruz, jornalista, é um dos fundadores do jornal Tribuna Feirense.