Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, s�bado, 13 de junho de 2026

Economia

FMI destaca resiliência da economia brasileira e projeta PIB de 2,5%

01 de Junho de 2026 | 17h 25
FMI destaca resiliência da economia brasileira e projeta PIB de 2,5%
Foto: Shutterstock

O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou, nesta segunda-feira (1º), um comunicado elogiando a “notável resiliência” da economia brasileira frente aos “múltiplos choques” que têm ocorrido, em um contexto de pressões externas e internas, pelas quais o país passa.

Segundo a entidade monetária, a constatação leva em conta a condição do Brasil enquanto exportador de petróleo e a alta participação de fontes de energia renováveis na geração de eletricidade.

As manifestações foram divulgadas após o encerramento da missão anual que o órgão fez ao Brasil, na última sexta-feira (29). Segundo Daniel Leigh, chefe da comitiva, os indicadores “apontam para uma recuperação econômica no início de 2026”. Isto, diz ele, deve levar o país a um “fortalecimento gradual do crescimento para cerca de 2,5% no médio prazo”.

Riscos – Apesar da avaliação positiva, o FMI chamou atenção para riscos no cenário internacional. “Os riscos para as perspectivas de crescimento estão inclinados para o lado negativo, incluindo a deterioração das tensões geopolíticas e o aperto das condições financeiras”, alertou Leigh.

Ainda assim, a instituição reconhece que o país conta com importantes pilares de sustentação. “Os sólidos marcos políticos do Brasil, o sistema financeiro robusto, as reservas adequadas e o regime cambial flexível continuam a sustentar a resiliência”, avaliou.

O Fundo Monetário Internacional considera adequada a redução recente dos juros. No entanto, defende cautela frente às pressões inflacionárias. Também recomenda manter e ampliar o esforço fiscal, a fim de garantir a sustentabilidade da dívida e abrir espaço para investimentos.

As reformas estruturais e a agenda ambiental, no entendimento da entidade, devem impulsionar um crescimento mais forte e inclusivo, em médio prazo.

Preços globais – Na avaliação do FMI, o Banco Central do Brasil (BCB) reduziu de forma adequada as taxas de juros, nos meses de março e abril, em consonância com o regime de metas inflacionárias. “Manter a flexibilidade em futuras medidas de política monetária é justificado, dada a elevada incerteza e as novas pressões inflacionárias decorrentes dos altos preços globais da energia”, acrescentou o FMI.

A instituição também salientou que os esforços das autoridades brasileiras para fortalecer a situação fiscal devem continuar. “Preservar as receitas extraordinárias provenientes do petróleo fortalecerá a sustentabilidade da dívida pública, reduzirá os custos de empréstimo e criará espaço para investimentos prioritários”, afirma a nota.

Fazenda – Dario Durigan, ministro da Fazenda do Brasil, comentou o reconhecimento do FMI à resiliência da economia brasileira. Durante a reunião de encerramento da missão anual do FMI no Brasil, o ministro reiterou que a principal meta é alcançar crescimento anual sustentável de, pelo menos, 4%. Segundo ele, o resultado será impulsionado pelo aumento significativo da produtividade.

Durigan também defendeu a continuidade das ações do Governo Federal, no sentido de dar eficiência ao Estado, “com liderança política capaz de conduzir discussões sérias com a sociedade sobre os desafios econômicos do Brasil e de avançar na agenda de crescimento justo e sustentável”.

Conforme Durigan, o diálogo com o FMI contribui para apoiar os esforços na gestão macroeconômica, que visam ao equilíbrio da dívida e ao controle da inflação, com o fortalecimento de programas sociais e da proteção ambiental.

O ministro reforçou o compromisso fiscal, mesmo diante dos choques externos, como forma de garantir a manutenção da neutralidade fiscal das medidas para mitigar o impacto da crise.

 

 

 

 



 

*Com informações da Agência Brasil.



Economia LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge

As mais lidas hoje