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Economia

Bolsa Família retirou 5,1 milhões de famílias da pobreza, diz ministro

27 de Maio de 2026 | 15h 58
Bolsa Família retirou 5,1 milhões de famílias da pobreza, diz ministro
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Wellington Dias, ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, afirmou, nesta quarta-feira (27), que 5,1 milhões de beneficiários do Bolsa Família já saíram do programa, desde 2023, após aumento da renda familiar. Conforme o gestor, isto representa um auxílio direto a cerca de 15 milhões de pessoas.

A declaração de Dias, que foi dada durante o Bom Dia, Ministro, programa produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), contraria a ideia de que beneficiários da referida política de assistência social tentariam permanecer recebendo o auxílio de forma indefinida. “Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família, porque passaram a trabalhar”, destacou.

O dado apresentado pelo ministro rebate críticas feitas, recentemente, pelo apresentador Luciano Huck, da Rede Globo de Televisão, que sugeriu que parte dos beneficiários busca permanecer “eternamente” no programa.

No entanto, para Wellington Dias, esse tipo de percepção está associada a preconceitos históricos contra as camadas mais pobres da população brasileira. “É preciso aproveitar fatos como esse para que a gente enterre, de vez, o preconceito que se tem com relação aos mais pobres”, observou o ministro.

O gestor salientou, inclusive, que a atitude de Huck foi infeliz. “Foi feio, tanto que veio a público se desculpar. Infelizmente, isso ainda está muito entranhado. Sou de uma geração em que as pessoas trabalhavam em troca de um prato de comida”, lembrou.

Estudos – O ministro também citou uma série de estudos, a fim de sustentar a eficácia do Bolsa Família, como é o caso de um levantamento feito pela Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o Banco Mundial. O estudo aponta que, entre a primeira geração de beneficiários (cerca de 20 milhões de brasileiros), aproximadamente, 70% deixaram a pobreza, sobretudo, por meio da educação.

Além disso, dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) indicam melhora no perfil socioeconômico do país. Conforme Dias, a divulgação mais recente da citada agência mostra que o Brasil alcançou Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 0,805, passando a integrar o grupo de países com desenvolvimento “muito alto". “O próprio estudo aponta que um dos principais alicerces foi o Bolsa Família”, frisou o ministro.

Outro indicador destacado foi o empreendedorismo. Dados divulgados pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) mostram que 5,9 milhões de inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico) atuam como pequenos empreendedores, em, por exemplo, salões de beleza e mercadinhos.

O ministro aponta que parte desses beneficiários passou à condição de empregador. “Cerca de 1,3 milhão de pessoas empregadas, hoje, trabalham para alguém que, até outro dia, era do Bolsa Família”, informou.

Classe média – O gestor afirmou, ainda, que, desde a criação do Bolsa Família, mais de 6 milhões de brasileiros ascenderam às classes A, B e C, reforçando, assim, o papel do programa na ampliação da classe média. “O que o presidente Lula quer é um país com uma grande classe média”, disse, ao lembrar que o modelo brasileiro de transferência de renda já é adotado ou estudado por cerca de 140 países, sendo que muitos destes são nações desenvolvidas.

De acordo com Wellington Dias, o valor médio pago às famílias é de cerca de R$ 700 mensais. Com este recurso, acrescentou, é possível comprar alimentos e acessar tarifa social de energia, o vale-gás e programas sociais como, por exemplo, o Farmácia Popular.

Contrapartidas Para ter acesso ao Bolsa Família, é preciso cumprir contrapartidas nas áreas da Saúde e da Educação. Segundo o ministro, o acompanhamento começa na gestação, com foco na saúde da mãe e do bebê, e segue ao longo da infância, incluindo o monitoramento do desenvolvimento das crianças.

Na área educacional, é exigida a matrícula e a frequência escolar, além do acompanhamento contínuo dos estudantes. Esse conjunto de exigências, diz ele, integra um dos pilares do Bolsa Família, ao garantir que, além da renda, haja investimento em Educação e Saúde, criando condições para que as famílias possam superar a pobreza, ao longo do tempo.

 

 

 

 

 

 



 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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