O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, adotou um tom mais duro ao comentar a alta nos preços dos combustíveis durante pronunciamento realizado nesta quarta-feira (18), em evento do setor energético, em São Paulo.
Segundo o ministro, o governo federal não irá tolerar reajustes considerados indevidos e classificou práticas abusivas como crime contra a economia popular. A declaração ocorre em meio à pressão inflacionária provocada pela valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por conflitos no Oriente Médio.
Para enfrentar a situação, o Ministério de Minas e Energia articulou uma força-tarefa envolvendo diversos órgãos de fiscalização e controle. A atuação conjunta inclui a Polícia Federal, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a Receita Federal, a Secretaria Nacional do Consumidor e os Procons estaduais.
De acordo com Silveira, o objetivo é cruzar informações como notas fiscais e níveis de estoque para verificar se os aumentos praticados nos postos correspondem aos custos reais de aquisição ou se há indícios de especulação.
O ministro também reforçou o compromisso do governo em preservar o poder de compra da população, destacando a adoção de medidas de desoneração para reduzir os impactos externos sobre os preços.
Ao final, ele reiterou que não haverá tolerância com práticas que prejudiquem os consumidores e distorçam os valores praticados no mercado de combustíveis.