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Segurança

Piloto preso no Aeroporto de Congonhas, sob acusação de pedofilia, pagava familiares para abusar de meninas

09 de Fevereiro de 2026 | 16h 24
Piloto preso no Aeroporto de Congonhas, sob acusação de pedofilia, pagava familiares para abusar de meninas
Foto: Divulgação/PCSP

O piloto preso, nesta segunda-feira (9), no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, sob suspeita de prática de pedofilia e de liderar uma rede de exploração sexual de menores, teria pagado mães e avós das vítimas para cometer abusos.

De acordo com a Polícia Civil de São Paulo (PCSP), o acusado mantinha contato com crianças e adolescente e teria chegado a levar algumas delas para motéis, mediante fraude documental. “Ele tinha contato com algumas das vítimas e as levava para motel, com RG de pessoas maiores de idade. Uma delas ele começou a abusar com 8 anos. Hoje, ela já está com 12 anos”, disse a delegada Ivalda Aleixo, em entrevista coletiva à imprensa.

Segundo a autoridade policial, a investigação começou há três meses e o inquérito aponta que o piloto é, de fato, o dono da rede de exploração e de pornografia infantil. Com a deflagração da Operação Apertem os Cintos, na manhã de hoje, ele e mais duas mulheres foram presos.

A Polícia Civil detalhou que uma das acusadas de envolvimento é avó de uma das vítimas. Segundo a corporação, ela teria vendido três netas para o suspeito. A segunda mulher é mãe de outra vítima. Ela também teria cedido a filha ao criminoso. Conforme a delegada, a mulher tinha ciência dos abusos sexuais e auxiliava o homem, mandando para fotos e vídeos da menor. “Quando ele tinha contato físico com essas crianças, ele as estuprava. Uma delas está toda machucada. Ele bateu nela semana passada, em um motel”, relatou Ivalda Aleixo.

A abordagem para ter acesso às meninas incluía o contato direto com familiares das vítimas, segundo a delegada. A autoridade policial relatou, ainda, que o homem, identificado como Sérgio Antônio Lopes, dizia gostar de crianças, especificamente, embora pudesse se relacionar com mulheres, a fim de ter acesso às menores.

O inquérito aponta que, ao receber fotos e vídeos das futuras vítimas, o piloto, de 60 anos, pagava, de R$ 30 a R$ 100, às responsáveis. Ele também comprava medicamentos para as famílias, pagava aluguéis e chegou a dar um aparelho de TV.

Até o momento, a Polícia Civil de São Paulo identificou dez vítimas. A corporação, no entanto, acredita que há dezenas de outras, já que muitas meninas aparecem em fotos e vídeos que estavam no telefone celular do suspeito. A maior parte das garotas tem entre 12 e 13 anos.

A PrisãoOs agentes abordaram o acusado dentro do avião que ele pilotaria, no Aeroporto de Congonhas. A corporação explicou que esta foi a forma mais rápida de localizá-lo. Isto porque havia dificuldade de encontrá-lo em casa, que fica na cidade de Guararema, na Grande São Paulo, em função de sua rotina laboral. “Optamos por pedir a escala dele para a empresa e, aí, identificamos que faria um voo hoje. Ele já estava lá, dentro do avião”, relatou a delegada.

Em depoimento, o homem disse ser casado pela segunda vez e afirmou ter filhos com a primeira esposa.  A atual companheira do acusado é psicóloga. Ela foi até a unidade policial onde o marido está detido e, segundo a corporação, mostrou-se horrorizada.

De acordo com a delegada Ivalda Aleixo, a esposa do piloto não tinha conhecimento das práticas criminosas do dele. A Polícia Civil segue investigando o caso e informou que entrará em contato com outras vítimas.



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