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  • Feira de Santana, s�bado, 13 de junho de 2026

Segurança

Abate clandestino de gado preocupa produtores rurais, em Feira de Santana

12 de Junho de 2026 | 16h 02

Pequenos criadores estão preocupados com a falta de segurança no campo e os prejuízos causados por esse tipo de crime; as autoridades, com o comércio clandestino, que pode colocar a saúde dos consumidores em risco

Abate clandestino de gado preocupa produtores rurais, em Feira de Santana
Foto: Reprodução

O registro de dois casos de abate clandestino de animais, ocorridos, esta semana, em propriedades rurais do município de Feira de Santana, reacendeu a preocupação de produtores com a ação de quadrilhas especializadas no furto de gado e na comercialização ilegal de carne.

Os crimes foram registrados nos distritos de Tiquaruçu e Humildes, na zona rural da cidade. No primeiro caso, criminosos invadiram uma fazenda situada na localidade de Malhada Nova, em Tiquaruçu, cortaram a cerca da propriedade e abateram um boi de, aproximadamente, 17 arrobas. No local, foram deixadas, somente, a cabeça, as vísceras e as patas do animal.

Em Humildes, uma vaca prenha foi abatida dentro do pasto de uma fazenda localizada na região de Areia Fina. Os criminosos retiraram toda a carne e abandonaram a cabeça, os pés, o couro e até o feto do animal. O proprietário estima um prejuízo de cerca de R$ 6,5 mil.

As vítimas registraram boletins de ocorrência em uma delegacia da Polícia Civil da Bahia (PCBA). Também levaram a situação ao conhecimento do tenente-coronel Michel Alexander Guimarães Muller Azevedo, chefe do Comando de Policiamento Regional Leste (CPRL), da Polícia Militar da Bahia (PMBA).

Embora estes casos tenham ocorrido em Feira de Santana, o problema não é isolado. Nos últimos anos, produtores rurais de diversos municípios do Recôncavo baiano vêm denunciando ações semelhantes. Entre as cidades mais citadas, estão: Santo Amaro, São Sebastião do Passé, Terra Nova, Amélia Rodrigues, Teodoro Sampaio, São Gonçalo dos Campos e São Francisco do Conde.

O modo de atuação dos criminosos costuma ser semelhante. Eles invadem as propriedades durante a madrugada, realizam o abate dos animais no próprio local e levam apenas a carne, deixando espalhados cabeças, couros, vísceras e outros restos mortais.

Em muitos casos, a ação é rápida e ocorre em áreas afastadas das sedes das fazendas. A suspeita, entre produtores e entidades do setor agropecuário, é de que exista uma rede de receptação responsável por colocar essa carne no mercado clandestino.

Além do prejuízo econômico para os pecuaristas, a situação levanta um alerta para a Saúde Pública. Sem qualquer inspeção sanitária, controle de origem ou fiscalização dos órgãos competentes, parte dessa carne pode chegar ao consumidor de forma irregular, representando riscos à população.

Diante do avanço dos casos, sindicatos rurais, associações de produtores e entidades ligadas ao agronegócio têm cobrado maior fiscalização sobre a comercialização de carne, além da criação de estruturas permanentes de policiamento rural especializado, a fim de reforçar a segurança nas propriedades do interior.

A Polícia Civil informou que está investigando os dois casos registrados em Feira de Santana. O inquérito visa identificar e localizar os responsáveis pelos crimes.



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