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Segurança

Ex-presidente do Rioprevidência é preso durante operação da Polícia Federal contra investigados do caso Master

03 de Fevereiro de 2026 | 15h 34
Ex-presidente do Rioprevidência é preso durante operação da Polícia Federal contra investigados do caso Master
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta terça-feira (3), mais uma ação contra envolvidos no caso do Banco Master. O alvo, desta vez, foi o ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes.

O suspeito foi preso no âmbito da segunda fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos do Fundo Único de Previdência Social do Estado do Rio de Janeiro.

Outras duas ordens judiciais de prisão temporária foram expedidas, mas não puderam ser cumpridas. Isto porque, segundo a PF, os alvos dos mandados estão foragidos.

Conforme a corporação, apenas Antunes foi localizado, detido e conduzido à Delegacia da Polícia Federal, no município de Volta Redonda, estado do Rio de Janeiro. De lá, ele será encaminhado à Superintendência da PF na cidade do Rio de Janeiro.

Após ser ouvido e passar pelos procedimentos da Polícia Judiciária, Deivis Marcon Antunes será introduzido no sistema prisional do estado, onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

A prisão foi efetuada em Itatiaia (RJ), com o apoio da Delegacia Especial da Polícia Federal no Aeroporto Internacional de Guarulhos (Deain) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Antunes renunciou ao cargo no final do mês passado. Em 23 de janeiro, seus endereços residenciais foram alvos de uma operação de busca e apreensão da Polícia Federal.

Banco Master A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de letras financeiras emitidas pelo Banco Master, recentemente liquidado pelo Banco Central (BC).

De acordo com a PF, entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido, aproximadamente, R$ 970 milhões na instituição financeira.

As prisões foram determinadas pelo Juízo da 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, que considerou risco concreto de destruição de provas e obstrução das investigações, caso os envolvidos seguissem em liberdade.

As ordens judiciais foram cumpridas em endereços vinculados aos investigados, no Rio de Janeiro e em Santa Catarina. Os mandados foram expedidos com base em indícios de obstrução de investigações e ocultação de provas.

Após o cumprimento do mandado de busca e apreensão no apartamento do principal alvo da operação deflagrada em 23 de janeiro, a PF identificou movimentações suspeitas de retirada de documentos do apartamento do investigado, manipulação de provas digitais, além da transferência de dois veículos de luxo para terceiros.

 

 

 



 

*Com informações da Agência Brasil.



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