Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • 55 75 99801 5659
  • Feira de Santana, ter�a, 13 de janeiro de 2026

Mundo

União Europeia aprova assinatura de acordo comercial com Mercosul

09 de Janeiro de 2026 | 16h 33
União Europeia aprova assinatura de acordo comercial com Mercosul
Foto: Thierry Monasse/Getty Images

Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, confirmou, na tarde desta sexta-feira (9), a aprovação do acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O pacto comercial foi aceito pela ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE).

A representante usou as redes sociais para destacar que “a decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica”, escreveu, salientando que “a Europa está enviando um forte sinal.

Responsável por elaborar propostas de leis e executar as decisões do Parlamento e do Conselho europeus, Ursula Leyen também afirmou que os países do bloco estão "empenhados em criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”.

Com a confirmação da assinatura, a presidente da Comissão Europeia poderá viajar ao Paraguai, já na próxima semana, para ratificar o acordo com os países-membros do Mercosul. Em dezembro de 2025, o Paraguai assumiu a presidência rotativa pro-tempore do bloco. “Com o acordo Mercosul, estamos criando um mercado de 700 milhões de pessoas – a maior zona de livre comércio do mundo”, comemorou Ursula Leyen.

Em um comunicado mais extenso, divulgado na página da Comissão, ela enfatizou que espera, ansiosamente, pela assinatura do acordo. Para entrar em vigor, no entanto, o pacto ainda terá de ser aprovado no Parlamento Europeu. “Em um momento em que o comércio e as dependências estão sendo usadas como armas, e a natureza perigosa e transacional da realidade em que vivemos se torna cada vez mais evidente, este acordo comercial histórico é mais uma prova de que a Europa traça seu próprio curso e se mantém como uma parceira confiável”, observou.

Para Leyen, depois de 25 anos de negociações, os blocos finalmente puderam chegar a um “acordo substancial e mutuamente benéfico”. Ela enfatizou que 60 mil empresas europeias exportam para o Mercosul. E lembrou que metade delas “são pequenas e médias empresas, que se beneficiarão de tarifas mais baixas”.

A presidente destacou, ainda, “a forte liderança e boa cooperação” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante o período em que o Brasil presidiu o Mercosul, entre julho e dezembro de 2025.

Mais cedo, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, comentou, em suas redes sociais, que, além de seu país, a Áustria, a França, a Hungria e a Irlanda votaram contra o acordo.

Pelas regras do bloco, para ser aprovada, a proposta tinha que obter o aval de, pelo menos, 15 dos 27 Estados-membros, que, juntos, representem, ao menos, 65% da população total da União Europeia.

Repercussão – No Brasil, a decisão foi comemorada por lideranças políticas e empresariais. Responsável por promover os produtos e serviços brasileiros no exterior, a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) disse que o acordo estabelece um mercado de quase US$ 22 trilhões, com potencial para incrementar as exportações brasileiras para a União Europeia em cerca de US$ 7 bilhões.

Por meio de nota, o presidente do órgão, Jorge Viana, avaliou o impacto econômico que o acordo vai possibilitar. “Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, comentou.

Viana também destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco europeu: “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento”, explicou.

O acordo prevê a redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte, como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil.

Também haverá oportunidade positiva para couro e peles; pedras de cantaria; facas e lâminas; e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities – bens primários produzidos em larga escala, que são sujeitos a cotas, ou seja, determinadas pela oferta e demanda global.



Mundo LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge do Borega

As mais lidas hoje