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Turistas são agredidos após cobrança de valor maior por cadeiras de praia em Porto de Galinhas

29 de Dezembro de 2025 | 07h 39
Turistas são agredidos após cobrança de valor maior por cadeiras de praia em Porto de Galinhas
Turista de Mato Grosso é agredido em Porto de Galinhas - Foto: Reprodução/WhatsApp

Um casal de turistas de Tangará da Serra (MT) foi agredido por comerciantes na praia de Porto de Galinhas, no Litoral Sul de Pernambuco, após se recusar a pagar um aumento no valor cobrado pelo uso de cadeiras de praia. Segundo as vítimas, o preço teria sido elevado de R$ 50 para R$ 80 sem aviso prévio. O caso ocorreu na tarde do sábado (27), e um dos turistas precisou de atendimento médico.

Os empresários Johnny Andrade e Cleiton Zanatta relataram que estavam de férias e chegaram à praia por volta das 10h. De acordo com Johnny, um barraqueiro informou que, caso não houvesse consumo de petiscos, o aluguel das cadeiras custaria R$ 50.

Ainda conforme o relato, no fim da tarde, ao solicitar a conta, o comerciante teria informado que, como não houve consumo de alimentos, o valor passaria a ser de R$ 80. O casal afirmou ter consumido apenas duas águas de coco durante o período em que permaneceu no local.

Ao questionar a mudança no preço e se recusar a pagar o novo valor, Johnny contou que foi agredido. Segundo ele, uma cadeira foi arremessada em sua direção e, após cair no chão, passou a ser atacado por outros barraqueiros.

De acordo com o turista, cerca de 15 a 20 pessoas participaram das agressões. Ele também afirmou acreditar que o fato de estar acompanhado do companheiro e de serem um casal gay pode ter influenciado no ataque.

Atendimento médico

Com o auxílio de guarda-vidas civis, o casal foi retirado da praia e levado à Delegacia de Porto de Galinhas. No entanto, antes de registrar a ocorrência, ambos precisaram buscar atendimento médico. Segundo Johnny, todo o deslocamento foi feito por transporte por aplicativo, já que não houve disponibilização de ambulância.

Inicialmente, o casal foi atendido em uma unidade de saúde de Porto de Galinhas, onde o médico indicou a necessidade de exames de imagem. Como o local não dispunha do equipamento, foi necessário o encaminhamento ao hospital de Ipojuca, também feito por aplicativo.

Após a realização dos exames, que não constataram fraturas, Johnny foi medicado e liberado para continuar o tratamento em casa. Ele relatou dores pelo corpo e lesões no rosto em decorrência das agressões.

Ainda durante o atendimento hospitalar, policiais entregaram ao casal os pertences que haviam ficado na praia. Johnny afirmou que também recebeu os dados de pagamento da proprietária da barraca e realizou a transferência via Pix referente à cobrança exigida.

Posicionamento das autoridades

Em nota, a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) informou que, quando as forças de segurança chegaram ao local, a situação já estava controlada. As vítimas foram socorridas por equipes de guarda-vidas civis da gestão municipal e encaminhadas para atendimento médico.

A SDS destacou ainda que a apuração do caso é tratada como prioridade, com o objetivo de identificar e responsabilizar todos os envolvidos. A investigação por lesão corporal está sob responsabilidade da Polícia Civil.

A reportagem tentou contato com a Associação dos Barraqueiros de Porto de Galinhas e com a Prefeitura de Ipojuca para esclarecer como funcionam as cobranças pelo uso de cadeiras e se há regulamentação municipal, mas não obteve retorno até a publicação.

 

  



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