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Brasil

Empresário preso em operação contra o PCC tentou fugir de lancha em Santa Catarina

01 de Setembro de 2025 | 09h 02
Empresário preso em operação contra o PCC tentou fugir de lancha em Santa Catarina
Foto: Reprodução / TV Globo

O empresário Rafael Renard Gineste, um dos alvos da megaoperação contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) deflagrada na última quinta-feira (28), foi preso em Bombinhas, no litoral norte de Santa Catarina, após tentar fugir de lancha.

Imagens divulgadas pelo programa Fantástico, neste domingo (31), mostram o momento em que agentes da Polícia Federal rendem o suspeito. “Joga fora o celular. Polícia Federal!”, grita um dos policiais durante a abordagem. Uma mulher também foi detida com ele.

Inicialmente, os investigadores procuraram Rafael em um condomínio de luxo em Curitiba (PR), onde ele não foi localizado. O empresário é sócio-administrador da F2 Holding Investimentos, no Paraná.

Além dele, foram presos:

  • João Chaves Melchior, ex-policial civil;

  • Ítalo Belon Neto, empresário do setor de combustíveis, investigado por sonegação desde 2001;

  • Rafael Bronzatti Belon, dono da Tycoon Technology e do banco digital Zeit Bank;

  • Gerson Lemes;

  • Thiago Augusto de Carvalho Ramos, empresário do setor de combustíveis em Curitiba.

Procurados pela Interpol

Outros oito suspeitos continuam foragidos e foram incluídos na difusão vermelha da Interpol. Entre eles está Mohamad Hussein Mourad, apontado como o “epicentro” do esquema. Conhecido como “João”, “Primo” ou “Jumbo”, ele já havia sido preso em 2010 por tentativa de suborno a policiais civis e porte de munições de metralhadora calibre .50.

Também são procurados:

  • Roberto Augusto Leme da Silva, o “Beto Louco”, considerado colíder do esquema;

  • Daniel Dias Lopes, ligado a distribuidoras de combustíveis de Mohamad;

  • Miriam Favero Lopes, esposa de Daniel e sócia em empresas fraudulentas;

  • Felipe Renan Jacobs, empresário do setor de combustíveis;

  • Renato Renard Gineste, empresário do setor de combustíveis;

  • Rodrigo Renard Gineste, dono de uma rede varejista de roupas;

  • Celso Leite Soares, empresário do ramo sucroalcooleiro no interior de São Paulo.

A operação “Carbono Oculto”

Batizada de Carbono Oculto, a ação é considerada a maior já realizada contra o crime organizado no Brasil. A ofensiva mobilizou 1.400 agentes da Polícia Federal, Receita Federal e Ministério Público de São Paulo, que cumpriram 200 mandados de busca e apreensão em dez estados, envolvendo 350 alvos.

As investigações revelaram um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis, com sonegação estimada em R$ 7,6 bilhões em tributos federais, estaduais e municipais. A Receita Federal aponta que empresas ligadas ao grupo movimentaram cerca de R$ 52 bilhões em benefício do PCC.

O esquema também incluía fundos de investimento para ocultação de patrimônio. Foram identificados 40 fundos, com um patrimônio de aproximadamente R$ 30 bilhões, controlados pela facção. Segundo a PF, parte das operações era realizada no mercado financeiro de São Paulo, com atuação de membros infiltrados na região da Avenida Faria Lima.

 

As informações são da Folhapress



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