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Brasil

Morre o sambista Arlindo Cruz aos 66 anos no Rio de Janeiro

08 de Agosto de 2025 | 18h 05
Morre o sambista Arlindo Cruz aos 66 anos no Rio de Janeiro
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O sambista Arlindo Cruz morreu na tarde desta sexta-feira (8), aos 66 anos, no Rio de Janeiro. Ele estava internado no Centro de Terapia Intensiva (CTI) da Casa de Saúde São José, na zona sul da capital fluminense, para tratar uma pneumonia. A informação foi confirmada pela família.

Desde março deste ano, o artista enfrentava complicações causadas por uma bactéria resistente, relacionada ao quadro pulmonar. Sua saúde já era bastante debilitada devido às graves sequelas de um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico sofrido em março de 2017.

O derrame ocorreu enquanto Arlindo tomava banho. Ele foi socorrido e levado a um hospital particular no Rio, onde permaneceu internado por longo período. Desde então, perdeu movimentos de boa parte do corpo e teve a fala comprometida, mas, segundo familiares, continuava a interagir e compreender o que acontecia ao seu redor. Nos últimos sete anos, passou por internações frequentes.

Trajetória e legado

Nascido em 1958, no Rio de Janeiro, Arlindo Cruz começou a tocar cavaquinho ainda criança, influenciado pelo pai, também músico. Na juventude, passou a se destacar em rodas de samba e, posteriormente, integrou o grupo Fundo de Quintal, um dos mais importantes do gênero. Lá, ajudou a modernizar o samba com a introdução de novos instrumentos, como o banjo, permanecendo na formação por mais de uma década.

Após deixar o grupo, construiu uma sólida carreira solo, com inúmeros álbuns lançados e parcerias marcantes com artistas como Zeca Pagodinho e Jorge Aragão. Suas composições se tornaram clássicos, garantindo-lhe lugar de destaque na história da música brasileira.

Mesmo após o AVC, seu nome continuou a ser reverenciado por fãs e músicos. Seu filho, Arlindinho, também cantor de samba, segue mantendo viva a obra e a memória do pai.



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