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Brasil

Esquema de importação ilegal de smartphones liderado por influenciador digital é desmantelado pela PF e Receita Federal

02 de Outubro de 2024 | 08h 45
Esquema de importação ilegal de smartphones liderado por influenciador digital é desmantelado pela PF e Receita Federal
Foto: Receita Federal/assessoria

Um esquema de importação e comércio ilegal de smartphones, liderado por um influenciador digital, foi desmantelado pela Polícia Federal e pela Receita Federal, com um prejuízo estimado de R$ 50 milhões aos cofres públicos. A Operação iFraud cumpriu, nesta terça-feira (1º), oito mandados de busca e apreensão nas cidades de Guarulhos, Barueri, São Paulo, Sorocaba, Itu, Arujá (SP) e em Maceió (AL).


Devido ao sigilo fiscal previsto no código tributário nacional, o nome do influenciador não foi divulgado pela Receita Federal. O esquema foi descoberto após o órgão identificar que o influenciador, com mais de 650 mil seguidores no Instagram e 250 mil no YouTube, ensinava seus seguidores a importar produtos dos Estados Unidos, burlando parcial ou totalmente o pagamento de impostos.


Ele oferecia um serviço que permitia aos clientes comprar smartphones nos EUA, e o grupo criminoso realizava o envio dos aparelhos ao Brasil com nota fiscal, mas sem recolhimento de tributos. Outra opção oferecida incluía a retirada dos produtos no Paraguai. O influenciador também usava "sites parceiros" e um serviço de "compra assistida", prometendo smartphones sem a devida tributação.


Uma empresa ligada à distribuição dos aparelhos importados ilegalmente movimentou R$ 45 milhões e adquiriu R$ 1,8 milhão em criptomoeda Tether (USDT) em 2023. Nos primeiros 100 dias de 2024, a empresa já havia vendido mais de 3.000 smartphones, gerando mais de R$ 14 milhões, sem emitir notas fiscais de entrada para esses produtos.


A Receita Federal interceptou duas remessas de smartphones, e, em ambas, os envolvidos não apresentaram documentação que comprovasse a origem legal dos aparelhos. Clientes insatisfeitos chegaram a registrar reclamações em portais de defesa do consumidor. Os envolvidos poderão responder por crimes como lavagem de dinheiro, evasão de divisas, descaminho, falsidade ideológica e associação criminosa.



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