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Saúde

Paciente de Amélia Rodrigues tem bebê com microcefalia no Hospital da Mulher

20 de Novembro de 2015 | 17h 19

Mãe acha que pode ter tido Zika

Paciente de Amélia Rodrigues tem bebê com microcefalia no Hospital da Mulher

Um bebê nasceu com microcefalia em Feira de Santana na quarta-feira (18) e segundo informações da direção do Hospital da Mulher, o caso está sob investigação para descobrir se há relação com o Zika Vírus. A paciente é moradora de Amélia Rodrigues, cidade a cerca de 28 km de Feira de Santana. Ainda segundo a unidade de saúde, a gestante relatou ter apresentado sintomas do vírus no sexto mês de gravidez.

"Não sabemos ainda se há relação com o Zika porque ela é uma paciente de outro município. A Vigilância Epidemiológia da cidade vai investigar o caso. Ela nos contou que no sexto mês de gravidez teve eritemas [lesões avermelhadas] na pele, mas não teve febre. Disse que foi em um posto de saúde da cidade dela e não falaram nada referente ao Zika. Ela só veio pra gente [Hospital da Mulher] e pariu. A Vigilância de Amélia Rodrigues vai à casa dela, vai investigar. Enfim, vai fazer um rastreamento, para ver se a microcefalia tem ligação com o Zika", explicou Charline Portugal, diretora do Hospital da Mulher.

A representante da Vigilância Epidemiológica de Feira de Santana, Maricélia Maia de Lima, confirmou que o caso está sendo investigado. "Existe a suspeita, mas a gente não pode garantir, confirmar, se não temos um diagnóstico laboratorial. O que posso confirmar é que em Feira de Santana, não há nenhum registro oficial de microcefalia", disse, referindo-se ao fato de a paciente que deu à luz na cidade ser moradora de um município vizinho.

De acordo com a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o caso em Feira de Santana ainda não foi registrado pelo órgão. De acordo com a pasta, a Bahia já possui 13 casos de microcefalia registrados formalmente em 2015.

Relação com zika vírus
O Ministério da Saúde informou que os casos de contaminação por zika vírus registrados no primeiro semestre são a "principal hipótese" para explicar o aumento da ocorrência de microcefalia no Nordeste.

A relação entre o zika vírus e a microcefalia ganhou força porque o micro-organismo foi identificado em duas gestantes da Paraíba. Elas apresentaram sintomas da infecção durante a gravidez e carregam bebês com microcefalia confirmada.

Exames laboratoriais encontraram o vírus no líquido amniótico, que envolve o bebê na gestação.

A Secretaria Estadual de Saúde da Bahia informou que está atenta à situação e realiza verificações regulares junto às maternidades, em virtude da incidência de zika virus e apura se os casos estão relacionados com a respectiva doença.



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