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Saúde

HEC utiliza redinhas para recuperação de bebês prematuros

12 de Novembro de 2015 | 10h 30
HEC utiliza redinhas para recuperação de bebês prematuros
Redinhas são utilizadas nas UTIs e UCIs

Como forma de facilitar o desenvolvimento neurossensorial dos bebês prematuros, o Hospital Estadual da Criança (HEC) / Liga Álvaro Bahia Contra a Mortalidade Infantil (LABCMI) têm feito uso de redinhas que simulam o útero materno. A técnica é utilizada em pacientes da UTI Neonatal e na Unidade de Cuidados Intermediários (UCI).

Segundo a coordenadora do Centro de Reabilitação do HEC, Girlane Santiago, o uso da redinha proporciona uma reorganização tônica e comportamental do bebê prematuro, à medida que melhora o tônus flexor próprio do recém-nascido - prejudicado pelas posturas convencionais utilizadas na UTI.

Leia também: Redinhas na UTI: conforto e recuperação rápida dos bebês

“Além disso, favorecem a estimulação do sistema vestibular, das reações de equilíbrio e de proteção e a integração sensorial, fatores prejudicados pela prematuridade do bebê. Uma intervenção simples como um posicionamento adequado pode influenciar o desenvolvimento neurossensorial, proporcionar conforto e incrementar a função respiratória de um recém-nascido”, explica a fisioterapeuta.

A coordenadora acrescenta que o nascimento antes do tempo priva o bebê do meio intra-uterino, sob estimulação vestibular pela movimentação materna, com contenção oferecida pelas paredes uterinas e pela placenta, mantendo uma postura mais flexionada.

“As intervenções fisioterapêuticas devem facilitar a organização e promover a redução do estresse, permitindo a recuperação do recém-nascido durante o período de internação. Programas de intervenção vêm sendo desenvolvidos e aplicados e há evidências de que reduzem as alterações fisiológicas. O posicionamento dentro da redinha é importante para o desenvolvimento de padrões de movimentos mais maduros”, destaca Girlane.

De acordo com a fisioterapeuta, o recém-nascido submetido à técnica com a redinha tem demonstrado redução da irritabilidade, menor perda de calor e gasto de energia, proporcionando ganho de peso. “Além disso, com esta técnica, observou-se relaxamento do recém-nascido prematuro com melhora nas respostas comportamentais, pois o aconchego mediante a postura uterina favorece estas respostas positivas”, salienta.

O uso da redinha, conforme Girlane Santiago, também proporciona estimulação sensorial adequada (estimulo visual, auditivo e tátil) por meio do balanço, conforto, melhora na frequência cardíaca e saturação de oxigênio, contribuindo para o desenvolvimento neuropsicomotor do recém-nascido prematuro.



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