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Valdomiro Silva

Ronaldo faz seu maior movimento, desde Fernando de Fabinho, para voltar a eleger um federal

Valdomiro Silva - 11 de Julho de 2026 | 18h 57
Ronaldo faz seu maior movimento, desde Fernando de Fabinho, para voltar a eleger um federal
Foto: divulgação/Instagram @oficialjoseronaldo

O pré-candidato a deputado federal Zé Chico (União Brasil) viveu esta semana o melhor momento desta sua campanha para o pleito de outubro próximo. Ele foi apresentado, em duas reuniões, para centenas de lideranças sob o comando de Zé Ronaldo, pelo próprio, como o nome prioritário do prefeito, para a Câmara Federal.  Uma fonte muito próxima do homem da Pedreira Rio Branco, bastante animada com os eventos, disse à coluna que Ronaldo "está fazendo como se a campanha fosse dele mesmo".


É fato. Desde Fernando de Fabinho, ex-prefeito de Santa Bárbara, ex-deputado estadual e ex-vice-prefeito, de quem foi forte aliado, Ronaldo não faz esforço deste tamanho para ajudar a eleger alguém a alcançar Brasília. Fabinho cumpriu três mandatos, a partir de 2003.


Ou seja: diferentemente das tentativas de 2014 e 2022, o empresário e ex-presidente do Fluminense, desta vez, conta com o prefeito de corpo e alma em seu esforço para chegar a Brasília. É "meio caminho andado", defende um outro aliado do pré-candidato, que trabalha com a meta de atingir entre 50 e 60 mil votos em Feira de Santana. A "linha de corte" para uma vaga na disputada federação União Brasil-PP é de aproximadamente 80 mil sufrágios.


Zé Chico precisaria, nesta projeção, obter entre 25 e 30 mil votos em outros municípios. Ciente do desafio, ele está percorrendo as diversas regiões da Bahia. Em 2014, quando mais chegou perto do mandato,  atingiu 56 mil votos em todo o Estado, mesmo concorrendo com outros dois candidatos locais com os quais Ronaldo, então prefeito, como agora, dividia sua atenção: Colbert Filho e Irmão Lázaro.


Zé Chico não foi candidato em 2018, ano em que dedicou-se à coordenação da campanha de Ronaldo a governador - Rui Costa se reelegeu. No último pleito que disputou, em 2022, foram apenas 45 mil. "Rodei pouco", ele justifica. Não foi somente isto, de acordo com um aliado do persistente pré-candidato a deputado federal.


Segundo este seu amigo, o então prefeito Colbert Filho o teria ignorado e feito forte trabalho junto aos mais influentes de sua equipe de gestão em favor da candidatura de Léo Prates. Algo que muda radicalmente em 2026, com o atual prefeito determinado a apoiá-lo.


Ronaldistas observam que é estratégico este movimento do prefeito, em torno da candidatura de Zé Chico. Todo este empenho teria a ver com 2028, ano de eleição municipal. O chefe do Executivo necessita de um representante dele na Câmara Federal, alguém de sua total confiança, para ajudá-lo em questões burocráticas que afligem as prefeituras em Brasília, bem como na articulação de  emendas orçamentárias, fundamentais na realização de obras.    


Nesta eleição, podemos ter um cenário parecido com o de duas décadas atrás, quando havia uma disputa saudável, entre o carlismo e a esquerda, em Feira de Santana, para ver qual candidato a deputado federal, dos dois grupos, era mais votado. Com Ronaldo focado em Zé Chico, este poderá  rivalizar, voto a voto, com o petista Zé Neto.

 

Superar ou ao menos encostar no concorrente pode impactar positivamente para Ronaldo e seu grupo na peleja seguinte e não menos importante, a que valerá o controle do Palácio Maria Quitéria.



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