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César Oliveira

As sete pragas que infernizam o brasileiro

11 de Julho de 2026 | 12h 36
As sete pragas que infernizam o brasileiro
Segundo o Ministério Público, Virgínia induziu público a fazer aposta errada em Cabo Verde contra a Argentina (Foto: Reprodução/O Globo)

Desde o Egito Antigo, não se via uma combinação de pragas tão impactantes, a ameaçar e desgastar o cidadão brasileiro:

 

Violência – O avanço e o domínio das facções criminosas já afetam mais de 40 milhões de pessoas. O crime organizado não apenas domina territórios, mas explora serviços essenciais (6 milhões de pessoas utilizam internet das facções); compra postos de gasolina, farmácias e empresas de ônibus urbanos; infiltra-se na Administração Pública em extensão ainda desconhecida, mas alarmante.

Moradores são expulsos de suas casas e comerciantes são obrigados a pagar pedágios. Diante desse cenário, o Governo Lula — há quase 20 anos no poder — assiste à crise, com discursos vazios, afinidade ideológica com criminosos e ações inócuas.

 

Judiciário – O país enfrenta um Poder Judiciário fragilizado e oneroso para o Estado, simbolizado por "penduricalhos" e privilégios, enquanto denúncias de gravidade extrema, como a venda de sentenças, permeiam os tribunais.

Mesmo nas cortes superiores, pairam suspeitas de alinhamento espantoso entre magistrados e interesses de grandes corporações, como o Banco Master. A erosão do Judiciário, a autoproteção e o corporativismo geram um impacto aniquilador, pois destroem o arcabouço moral da sociedade.

 

Corrupção – O sistema opera por meio de uma ala política fisiológica e corrupta, que quebra estatais e desvia recursos via "emendas Pix". Trata-se de uma cleptocracia, que, segundo investigações da Polícia Federal (PF), envolve políticos de destaque — tanto de direita quanto de esquerda —, sob total impunidade.

 

Jogos – A servidão ao dinheiro fácil das bets era uma tragédia anunciada. Sem controle e com toda a mídia sob sua generosa influência, famílias inteiras estão devastadas pelo vício e pelo endividamento.

A legalização das apostas ocorreu em 2018, sancionada pelo ex-presidente Michel Temer (MDB). Já a regulamentação, incluindo jogos de azar virtuais e cassinos, foi sancionada pelo presidente Lula, em 2023. É um genocídio social.

 

Juros reais – A economia patina sob o peso dos juros reais mais altos do mundo, o que já empurrou 80 milhões de brasileiros para o superendividamento. O reflexo está no recorde de empresas que buscam a recuperação judicial, no aumento estrutural dos preços e no crescimento tímido do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo o país na lanterna do desenvolvimento global.

 

Educação – A Educação caminha na contramão do futuro. O Brasil segue amargando os piores resultados nas avaliações internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), enquanto o analfabetismo funcional, nas universidades, já atinge a marca de 40%. Enquanto nos países desenvolvidos a taxa de profissionais com Ensino Superior gira em torno de 40% a 50%, no Brasil, esse índice não passa de 18%.

 

Carga tributária – Por fim, a carga tributária atingiu patamares recordes, onerando, excessivamente, as empresas, limitando o crescimento econômico e afugentando investimentos. Em vez de enxugar e qualificar a máquina pública, reduzir despesas inúteis e cortar o número excessivo de ministérios, o governo opta pelo caminho mais fácil e danoso: o aumento sistemático dos impostos.

O diagnóstico vai além de mera crise de gestão: expõe um colapso sistêmico! O entrelaçamento entre a falência da segurança, a corrosão moral dos poderes, o retrocesso cognitivo e o asfixiamento produtivo revela um Estado que abdicou de proteger o cidadão para se tornar um fim em si mesmo.

O Brasil racha sob sua tempestade perfeita: o pacto social foi rompido, submetido ao parasitismo predador das elites dominantes, que cobram o preço mais estraçalhador de quem trabalha.



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