Desde o Egito Antigo, não se via uma combinação de pragas tão impactantes, a ameaçar e desgastar o cidadão brasileiro:
Violência
– O avanço e o
domínio das facções criminosas já afetam mais de 40 milhões de pessoas. O crime
organizado não apenas domina territórios, mas explora serviços essenciais (6
milhões de pessoas utilizam internet
das facções); compra postos de gasolina, farmácias e empresas de ônibus
urbanos; infiltra-se na Administração Pública em extensão ainda desconhecida,
mas alarmante.
Moradores são expulsos de suas casas e comerciantes são
obrigados a pagar pedágios. Diante desse cenário, o Governo Lula — há quase 20
anos no poder — assiste à crise, com discursos vazios, afinidade ideológica com
criminosos e ações inócuas.
Judiciário
– O país enfrenta um
Poder Judiciário fragilizado e oneroso para o Estado, simbolizado por
"penduricalhos" e privilégios, enquanto denúncias de gravidade
extrema, como a venda de sentenças, permeiam os tribunais.
Mesmo nas cortes superiores, pairam suspeitas de alinhamento
espantoso entre magistrados e interesses de grandes corporações, como o Banco
Master. A erosão do Judiciário, a autoproteção e o corporativismo geram um
impacto aniquilador, pois destroem o arcabouço moral da sociedade.
Corrupção
– O sistema opera
por meio de uma ala política fisiológica e corrupta, que quebra estatais e
desvia recursos via "emendas Pix". Trata-se de uma cleptocracia, que,
segundo investigações da Polícia Federal (PF), envolve políticos de destaque —
tanto de direita quanto de esquerda —, sob total impunidade.
Jogos
– A servidão ao
dinheiro fácil das bets era uma
tragédia anunciada. Sem controle e com toda a mídia sob sua generosa
influência, famílias inteiras estão devastadas pelo vício e pelo endividamento.
A legalização das apostas ocorreu em 2018, sancionada pelo
ex-presidente Michel Temer (MDB). Já a regulamentação, incluindo jogos de azar
virtuais e cassinos, foi sancionada pelo presidente Lula, em 2023. É um
genocídio social.
Juros
reais – A economia
patina sob o peso dos juros reais mais altos do mundo, o que já empurrou 80
milhões de brasileiros para o superendividamento. O reflexo está no recorde de
empresas que buscam a recuperação judicial, no aumento estrutural dos preços e
no crescimento tímido do Produto Interno Bruto (PIB), mantendo o país na
lanterna do desenvolvimento global.
Educação
– A Educação caminha
na contramão do futuro. O Brasil segue amargando os piores resultados nas
avaliações internacionais, como o Programa Internacional de Avaliação de Alunos
(Pisa), enquanto o analfabetismo funcional, nas universidades, já atinge a
marca de 40%. Enquanto nos países desenvolvidos a taxa de profissionais com Ensino
Superior gira em torno de 40% a 50%, no Brasil, esse índice não passa de 18%.
Carga
tributária – Por
fim, a carga tributária atingiu patamares recordes, onerando, excessivamente,
as empresas, limitando o crescimento econômico e afugentando investimentos. Em
vez de enxugar e qualificar a máquina pública, reduzir despesas inúteis e
cortar o número excessivo de ministérios, o governo opta pelo caminho mais
fácil e danoso: o aumento sistemático dos impostos.
O diagnóstico vai além de mera crise de gestão: expõe um
colapso sistêmico! O entrelaçamento entre a falência da segurança, a corrosão
moral dos poderes, o retrocesso cognitivo e o asfixiamento produtivo revela um
Estado que abdicou de proteger o cidadão para se tornar um fim em si mesmo.
O Brasil racha sob sua tempestade perfeita: o pacto social
foi rompido, submetido ao parasitismo predador das elites dominantes, que
cobram o preço mais estraçalhador de quem trabalha.