O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a criticar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar a situação da segurança pública no país e o avanço do crime organizado. Em entrevista, o parlamentar — que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026 — defendeu que facções criminosas brasileiras passem a ser classificadas como organizações terroristas.
A declaração foi feita ao abordar o crescimento e a estrutura de grupos criminosos, com destaque para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Segundo o senador, esse enquadramento permitiria a adoção de punições mais severas, além de ampliar a cooperação internacional e fortalecer mecanismos legais de combate à lavagem de dinheiro e ao financiamento do crime.
Durante a fala, o parlamentar também afirmou que integrantes e aliados do governo estariam ligados a uma rede internacional de organizações criminosas. Ele citou os grupos Hezbollah e Hamas, alegando que haveria relação com esquemas de lavagem de dinheiro envolvendo o Brasil.
Em vídeo publicado nesta quinta-feira (23) na rede social X (antigo Twitter), Flávio Bolsonaro afirmou que o país deveria adotar medidas mais rígidas no combate às facções. Para ele, as organizações criminosas atuam de forma transnacional e possuem estrutura sofisticada, com atuação que, segundo declarou, se aproxima de um “governo paralelo” em diferentes regiões.
O senador também afirmou que, em caso de vitória de seu grupo político nas próximas eleições, haverá endurecimento da legislação penal e maior rigor no enfrentamento ao crime organizado. A posição está alinhada ao discurso defendido por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro na área de segurança pública.
Ainda durante a declaração, o parlamentar reforçou o tom de confronto político ao projetar mudanças a partir de uma eventual vitória eleitoral, defendendo penas mais duras, especialmente para líderes de organizações criminosas, e maior rigor nas ações de combate à criminalidade no país.