A soldado Ana Beatriz de Jesus Alves Santos, agente lotada na
Polícia Militar da Bahia (PMBA) que é suspeita de atirar em uma major da mesma
corporação, nesta segunda-feira (23), na Vila Militar do Centro Administrativo
da Bahia (CAB), em Salvador, é filha de um sargento e integra a instituição há
cinco anos.
A militar foi aprovada no Curso de Formação de Oficiais (CFO)
em dezembro de 2025. Ontem, ela teria entrado em uma sala do Comando de
Policiamento e efetuado ao menos um disparo na major Caroline Ferreira Souza.
Para tentar conter a situação, um tenente-coronel que presenciou
o atentado atirou na soldado. Ela e a vítima, que foi identificada Caroline
Ferreira Souza, foram socorridas para o Hospital Geral Roberto Santos (HGRS) e
apresentam quadros clínicos considerados estáveis.
Lucas Sestelo, advogado de Ana Beatriz e integrante da
Associação dos Policiais e Bombeiros Militares e seus Familiares (Aspra), relatou
que a soldado vinha enfrentando problemas no trabalho. "Ela me partilhou que realmente estava sofrendo algum tipo de
perseguição, me parece, mas não tenho como confirmar porque foi uma conversa um
pouco mais superficial", disse o jurista à imprensa.
O advogado também ponderou que somente as investigações e uma
avaliação psicológica poderiam indicar se Beatriz agiu em surto ou não. A
acusada foi alvejada no ombro e no tórax, pelo colega.
Já a vítima foi atingida no rosto, mas também não corre risco
de morrer. No entanto, a oficial precisou ser transferida para o Hospital Geral
do Estado (HGE), no início da noite de ontem, onde passaria por uma cirurgia no
maxilar.
O caso está sendo acompanhado pela Corregedoria da PMBA. A
instituição não especificou como investiga a soldado. Por meio de nota, a
corporação lamentou o incidente e disse que presta apoio aos familiares das agentes
e aos demais integrantes da corporação.