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  • Feira de Santana, quarta, 17 de junho de 2026

Segurança

Ministério Público aponta que risco às provas justificou prisão de tenente-coronel da PMSP por feminicídio

18 de Março de 2026 | 17h 25

Oficial também responderá por fraude, uma vez que a acionou a PMSP para informar que a esposa havia se matado

Ministério Público aponta que risco às provas justificou prisão de tenente-coronel da PMSP por feminicídio
Foto: Reprodução/Instagram

Geraldo Leite Rosa Neto, tenente-coronel da Polícia Militar de São Paulo (PMSP), foi preso, na manhã desta quarta-feira (18), apontado como principal suspeito da morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, de 32 anos. O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) entendeu que havia risco de interferência na produção de provas.

O suspeito, de 53 anos, foi capturado dentro do apartamento em que morava, na região central do município de São José dos Campos, no interior do estado de São Paulo.

Além de indiciado por feminicídio, o militar também responderá por fraude processual, já que comunicou o caso às autoridades como suicídio, tese que tentou sustentar por vários dias, inclusive, em entrevistas à imprensa.

O MP-SP enfatizou que a gravidade do caso também foi levada em consideração, tendo pesado sobremaneira no momento em que a prisão foi decidida. A deliberação do órgão ocorreu em atendimento a um pedido da Polícia Judiciária Militar.

Gisele Alves Santana foi encontrada morta com um tiro na cabeça, no dia 18 de fevereiro, na residência do casal. O suspeito estava no local e teria acionado o socorro somente 29 minutos após uma testemunha ter ouvido um estampido condizente com um disparo de arma de fogo.

O tenente-coronel, no entanto, disse à polícia que a esposa havia tirado a própria vida, enquanto ele tomava banho. Familiares da vítima contestaram essa versão desde o início e revelaram que a soldado vivia um relacionamento abusivo com o militar.

A promotoria afasta a possibilidade de que Gisele tenha cometido suicídio. “Há provas da materialidade e indícios consistentes de autoria, sustentados por laudos periciais, depoimentos e registros telemáticos que afastam a hipótese de suicídio e apontam para feminicídio e possível fraude processual”, destacou o Ministério Público, por meio de nota.

Também com a anuência do MPSP, o Tribunal de Justiça Militar autorizou a apreensão de celulares, assim como a quebra do sigilo de dados telemáticos e eletrônicos do suspeito. O militar se encontra detido, à disposição do Poder Judiciário.



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