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Justiça

Cristiano Zanin nega pedido para determinar criação de CPI para investigar Banco Master

12 de Março de 2026 | 18h 41
Cristiano Zanin nega pedido para determinar criação de CPI para investigar Banco Master
Foto: Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou, nesta quinta-feira (12), pedido para obrigar a Câmara dos Deputados a instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar as fraudes no Banco Master.

O mandado de segurança impetrado na tentativa de garantir a abertura da CPI foi protocolado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). O parlamentar alegou que o requerimento foi protocolado e cumpriu os requisitos legais, como o registro das assinaturas de um terço dos deputados.

No entanto, a solicitação não foi atendida. Em função disso, Rollemberg acusou o presidente da Casa Legislativa, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão.

Na decisão, Zanin citou “deficiências processuais” no pedido do parlamentar e afirmou não haver provas de que Motta demonstrou resistência pessoal para instalar a comissão. “No presente caso, porém, como demonstrado acima, há deficiências relevantes na instrução do mandado de segurança que sequer permitem aferir, neste momento e de plano, omissão ou resistência pessoal da autoridade, como narrado na inicial”, escreveu o magistrado. 

Toffoli – Antes da decisão de Cristiano Zanin, o ministro Dias Toffoli foi escolhido relator original do pedido de instauração da CPI. Toffoli, entretanto, declarou-se suspeito para analisar o caso.

Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria do inquérito sobre o caso Master, após a Polícia Federal (PF) informar ao presidente do STF, Edson Fachin, que ele foi mencionado em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, que teve o aparelho apreendido durante a primeira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 2025.

Dias Toffoli é um dos sócios do resort Tayayá, localizado no Paraná. O empreendimento foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master. A transação está sob investigação da PF.

 

 

 

 



 

*Com informações da Agência Brasil.



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