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Segurança

MP-BA e PF deflagram operação contra fraudes bancárias que causaram prejuízo de mais de R$ 500 mil

06 de Março de 2026 | 10h 23
MP-BA e PF deflagram operação contra fraudes bancárias que causaram prejuízo de mais de R$ 500 mil
Foto: Divulgação

Por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (6), em conjunto com a Polícia Federal (PF), a Operação Amêndoa Negra, que investiga fraudes contra a Caixa Econômica Federal (CEF) e outras instituições bancárias.

Os agentes cumprem dois mandados de prisão preventiva e dez ordens judiciais de busca e apreensão, nos municípios de Itabuna e Entre Rios. Segundo o inquérito, o grupo criminoso abriu 17 contas fraudulentas em agências bancárias situadas nos municípios baianos de Conceição do Coité, Prado e Valença e, também, na cidade de São Paulo. Para tanto, foram utilizados documentos falsos.

As investigações revelaram que o intuito da quadrilha era obter vantagem financeira através de empréstimos fraudulentos. As autoridades estimam um prejuízo superior a R$ 500 mil.

O processo de apuração contou com o apoio da Centralizadora Nacional de Segurança e Prevenção à Fraude (Cefra), da Caixa Econômica. A PF informou que identificou parte dos envolvidos no esquema ao realizar o rastreio do destino dos valores depositados nas contas abertas ilegalmente. 

Os mandados cumpridos hoje foram expedidos pela 17ª Vara Federal da Seção Judiciária de Salvador. Os acusados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro.

A operação foi batizada de Amêndoa Negra em referência à estrutura de ocultação mantida pelo grupo. A metáfora, dizem as autoridades, remete à forma como a quadrilha atuava. Os criminosos utilizavam camadas de dissimulação, contas de passagem e laranjas para esconder a origem e o destino do dinheiro ilícito.



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