Um dos homens suspeitos de assassinar Osniésio Pereira Salomão, capitão da Polícia Militar da Bahia (PMBA), na noite desta quinta-feira (15), na Avenida Lafayete Coutinho, mais conhecida como Avenida Contorno, em Salvador, cumpria pena em regime aberto. Ele havia sido condenado por tráfico de drogas.
Informações preliminares apontam
que o acusado também morreu, após a troca de tiros com o agente. O segundo suspeito do crime está
foragido. O confronto
aconteceu quando o militar voltava de uma festa. Tendo sido abordado por
dois homens, ele reagiu à tentativa de assalto.
Tanto a tentativa de assalto quanto a troca de tiros entre o
policial e os criminosos foram filmadas por um motorista por aplicativo que
passava pelo local. A Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia
(SSP-BA) informou que o suspeito morto foi identificado como Vitor Souza da Silva.
O autor do crime tinha 23 anos e havia sido preso e
indiciado por participação em uma facção criminosa envolvida com tráficos de
drogas e armas, homicídios, lavagem de dinheiro, roubo e corrupção de menores.
Vitor Souza da Silva cumpriu parte da condenação no
Conjunto Penal de Lauro de Freitas, cidade localizada na Região Metropolitana
de Salvador (RMS). Ele foi colocado em liberdade em agosto de 2024.
A VÍTIMA – O Capitão Salomão, como a vítima era mais conhecida, tinha 37 anos e ingressou na PMBA em 2010. Ele era casado e deixou duas filhas. Atualmente, estava lotado na 18ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM) de Periperi, na capital do estado. Antes, atuou como subcomandante do Batalhão Gêmeos, conhecido como Batalhão de Policiamento de Prevenção de Furtos e Roubos a Coletivos.
Além de policial, ele era proprietário do bar Boteco do Salomé, também situado no bairro Periperi. O estabelecimento é bastante conhecido na região, além de ter mais de 60 mil seguidores nas redes sociais. Após a tragédia, a direção do bar emitiu uma nota de pesar, informando, também, que o espaço ficará fechado por tempo indeterminado.
A Polícia Militar da Bahia também emitiu um comunicado, lamentando
o ocorrido. No documento, a corporação afirmou que o Capitão Salomão era um
agente comprometido com a sua missão laboral, tendo deixado marcas de liderança
e dedicação.
Nas redes sociais, o secretário de Segurança Pública do
Estado da Bahia, Marcelo Werner, escreveu que o órgão está enlutado, mas que
não medirá esforços para localizar e responsabilizar todos os envolvidos no
crime.