O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, nesta terça-feira (25), que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) seja comunicado que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está inelegível, em função da condenação a 27 anos e três meses de prisão pela trama golpista.
Mais cedo, o magistrado deliberou a execução da pena de
Bolsonaro e dos demais réus do Núcleo 1 da trama golpista condenados no dia 11
de setembro. "Oficie à presidência do Tribunal Superior Eleitoral, nos
termos do art. 1º, I, 1. 10, da Lei Complementar nº 135/2010, para fins de
inelegibilidade do réu Jair Messias Bolsonaro em virtude de decisão condenatória
colegiada", escreveu Moraes.
Com a condenação, Bolsonaro fica inelegível com base na Lei
da Ficha Limpa. De acordo com a atual
redação da norma, quem é condenado por decisão judicial colegiada fica impedido
de disputar as eleições pelo prazo de oito anos, após o cumprimento da pena.
Dessa forma, o ex-presidente está inelegível até 2060. Neste
pleito, Bolsonaro, que tem 70 anos, agora, terá 105 anos. O ex-presidente já
estava inelegível até 2030, por ter
sido condenado, pelo TSE, por abuso de poder político e econômico. A punição
ocorreu pela reunião realizada com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio
da Alvorada, para atacar o sistema eletrônico de votação.
*Com informações da
Agência Brasil.