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Ativista brasileiro Thiago Ávila não assina deportação e fica detido em Israel

10 de Junho de 2025 | 13h 20
Ativista brasileiro Thiago Ávila não assina deportação e fica detido em Israel
Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Raptado pela Marinha israelense, na noite do último domingo (8), em águas internacionais próximas à Faixa de Gaza, o internacionalista e ambientalista brasileiro Thiago Ávila, de 38 anos, permanece sob custódia do Estado de Israel, em um centro de detenção. O ativista se recusou a assinar os documentos de deportação impostos pelo governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Thiago estava a bordo do veleiro Madleen, junto com a ambientalista sueca Greta Thunberg, de 22 anos; o ator irlandês Liam Cunningham; a eurodeputada franco-palestina Rima Hassan; e mais oito ativistas. Integrantes da coalizão humanitária Flotilha da Liberdade, eles tentavam furar o bloqueio de Israel para levar suprimentos e remédios aos palestinos sitiados no enclave, mas foram interceptados, atacados com substância química desconhecida e detidos.

Segundo a legislação internacional, a ofensiva da Marinha israelense ao barco e a detenção dos ativistas, que foram inicialmente transmitidas, em tempo real, por alguns tripulantes, ocorreu de forma ilegal.

De acordo com as autoridades, o brasileiro se recusou a cumprir o procedimento de deportação por estar sem notícias dos demais tripulantes do Madleen. O que se sabe, até o momento, é que ele foi levado a um centro de detenção israelense, para interrogatório.

Segundo o Estado de Israel, Thiago Ávila deve aguardar por uma audiência judicial que autorize a sua deportação involuntária.

Repatriada – O governo israelense informou, nesta terça-feira (10) que apenas a ativista Greta Thunberg e mais três membros da Flotilha da Liberdade firmaram os papeis da deportação. Posteriormente, a sueca foi levada para Tel Aviv, capital de Israel, e enviada de volta, em voo rumo à França.

Por meio de uma publicação na rede social X, o Ministério das Relações Exteriores de Israel divulgou duas fotos da jovem, já a bordo de um avião. “Os passageiros do ‘Iate da Selfie’ chegaram ao Aeroporto Ben Gurion para embarcarem em Israel e retornarem aos países de origem. Alguns deles devem partir nas próximas horas. Aqueles que se recusarem a assinar os documentos de deportação serão levados perante uma autoridade judicial, de acordo com a lei israelense, para autorizar a deportação”, informa a publicação, em tom irônico, ao se referir aos ativistas como meras celebridades em busca de visibilidade.

As autoridades israelenses não detalharam se os demais integrantes do grupo que aceitaram o acordo também foram enviados à França.

O BRASILEIRO – Familiares do brasiliense Thiago Ávila vem lançando apelos, via redes sociais e imprensa, para que as autoridades brasileiras e a sociedade pressionem Israel, pedindo pela liberação dele e dos demais ativistas presos.

A família teme pela integridade física não só de Thiago, mas de toda a tripulação do Madleen. Ivo Filho, pai do ambientalista brasileiro, manifestou preocupação. Ele disse que o filho ficou sem dar notícias por mais de 12 horas, após a interceptação. “Eles foram colocados em um tipo de barco. Mostra a imagem deles recebendo pão e água de um soldado. Mas não temos mais notícia alguma”, destacou.



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