O Ministério das Relações Exteriores do Brasil divulgou,
nesta segunda-feira (9), uma nota, afirmando que está acompanhando a interceptação
do barco Madleen, no qual uma
expedição de ativistas que integram a coalizão humanitária Flotilha da Liberdade viajava, na
tentativa de distribuir comida, medicamentos e outros itens básicos de
sobrevivência aos palestinos sitiados na Faixa de Gaza.
A embarcação foi interceptada e atacada com substância
química desconhecida, na noite deste domingo (8), em águas internacionais, pela
Marinha de Israel. Os tripulantes, dentre eles o internacionalista e
ambientalista brasileiro Thiago Ávila, foi detido, juntamente com a ativista
climática sueca Greta Thunberg; o ator irlandês Liam Cunningham, de Game of Thrones; e a deputada francesa
no Parlamento Europeu Rima Hassan, além de mais oito integrantes de diversas
nacionalidades.
O Brasil afirmou, no documento, que instou o governo
israelense a “libertar os tripulantes detidos”, recordando “o princípio da
liberdade de navegação em águas internacionais”.
O Madleen partiu da
Itália, rumo à costa de Gaza, no domingo (1º). A ideia era levar algum socorro à
população acuada no território massacrado pelo Estado de Israel há quase dois
anos.
Segundo o Itamaraty, o comunicado reforçou, ainda, o pedido
para que Israel remova, em caráter imediato, as restrições à entrada de ajuda
humanitária no local, seguindo as próprias obrigações como potência ocupante. “As
embaixadas na região estão sob alerta para, caso necessário, prestar a
assistência consular cabível, em consonância com a Convenção de Viena sobre
Relações Consulares”, diz o informe.
Na cidade francesa de Nice, o ministro das Relações Exteriores
do Brasil, Mauro Vieira, disse, em entrevista à CNN, que “espera que tudo corra
bem com os tripulantes do iate apreendido pelos israelenses”.
Desde a noite de ontem, a partir da entrada das tropas
israelense no veleiro, não há notícias de Thiago Ávila e dos demais membros da Flotilha da Liberdade. No último contato
feito pela tripulação, antes de a conexão ser cortada, os ativistas afirmaram
que estavam sendo sequestrados.
*Com informações da CNN
Brasil e da Agência Brasil.