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Cardeais entram em reclusão antes do conclave que elegerá novo papa

06 de Maio de 2025 | 12h 00
Cardeais entram em reclusão antes do conclave que elegerá novo papa
Foto: Arturo Mari/Vatican Pool/Getty Images

Os cardeais que participarão do conclave para eleger o novo sumo pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana começaram a fazer check-in em dois hotéis do Vaticano, nesta terça-feira (6). Eles ficarão impedidos de ter qualquer contato com o mundo exterior até decidirem quem deve suceder o papa Francisco.

O conclave terá início na tarde de quarta-feira (7). O rito acontece a portas fechadas, na Capela Sistina. Na ocasião, os cardeais com menos de 80 anos de idade poderão votar para eleger o próximo líder da instituição religiosa, que congrega 1,4 bilhão de membros, em todo o planeta.

Os religiosos que participarão do conclave não podem falar sobre o processo de escolha do sucessor Francisco, que morreu no último dia 21 de abril. Se alguma informação vazar, o responsável pode ser excomungado, isto é, ser expulso do convívio religioso ou da própria Igreja.

Alguns nomes figuram como favoritos. Apesar disso, muitos dos 133 cardiais disseram não saber quem será o próximo papa. "Não tenho nenhum palpite", lamentou o cardeal Robert McElroy, na noite de ontem, durante visita a paróquia situada em Roma, capital italiana.

Segundo o religioso, que é arcebispo de Washington, o ritual do conclave é "profundo e misterioso". Questionado, ele disse não poder dar qualquer "ideia de quem está à frente".

Muitos cardeais buscam um novo papa que dê seguimento à obra de Francisco, que primou por uma Igreja Católica mais transparente e acolhedora.  Outros, contudo, buscam um retorno às raízes mais tradicionais e que valorizam a doutrina.

É comum que conclaves durem vários dias. Isto porque, para se chegar a papa, é preciso alcançar dois terços dos votos. Para tanto, várias votações podem ser realizadas, sendo, invariavelmente, uma pela manhã e outra à tarde.

Durante todo o período do conclave, os cardeais votantes permanecem em duas hospedarias do Vaticano. Eles fazem o juramento de que não entrarão em contato com ninguém que não esteja participando do escrutínio.

O conclave que começa nesta quarta-feira será o mais diversificado geograficamente, nos 2 mil anos de história da Igreja Católica. A votação contará com a participação de clérigos de 70 países.

Isto porque uma das prioridades do pontificado de Francisco era nomear cardeais de países que nunca os tiveram antes, como Haiti, Sudão do Sul e Mianmar.

Em entrevista ao jornal La Repubblica, o cardeal japonês Tarcisio Isao Kikuchi disse que muitos dos 23 cardeais da Ásia que votarão no conclave planejam escolher em bloco.

Ele contrastou a estratégia deles com a dos 53 cardeais da Europa, que são conhecidos por votar em termos de países individuais ou outras preferências pessoais. "Nós, asiáticos, provavelmente, somos mais unânimes em apoiar um ou dois candidatos... veremos qual nome sairá como o principal candidato", declarou.

 

 

 

*Com informações da Agência Brasil.



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