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Vaticano define data do conclave que escolherá o novo Papa

28 de Abril de 2025 | 09h 29
Vaticano define data do conclave que escolherá o novo Papa
Apenas quando a fumaça que sai da chaminé da Capela Sistina sai branca, o mundo sabe que a Igreja Católica tem um novo papa (Foto: Gregorio Borgia/AP)

O Vaticano informou, nesta segunda-feira (28), que o conclave para eleger o novo sumo pontífice da Igreja Católica terá início na próxima quarta-feira (7). O cargo está vago desde a morte do Papa Francisco, na segunda-feira (21).

A cerimônia para escolher o novo líder reunirá 135 cardeais, todos com menos de 80 anos. Conforme protocolo do Vaticano, os religiosos são os únicos aptos a escolher o futuro pontífice.

A data foi definida durante uma reunião de cardeais. Realizado a portas fechadas, no Vaticano, o encontro foi o primeiro desde o fim do funeral de Francisco I, no sábado (26).

A votação Após a chegada dos cardeais ao Vaticano, o conclave é iniciado, com uma missa matinal especial. O rito acontece na Basílica de São Pedro. Na sequência, os religiosos caminham até a Capela Sistina, para dar início à eleição.

Desse momento até o fim do conclave, os cardeais não têm mais acesso ao mundo exterior. A votação é altamente sigilosa. Nenhum detalhe do sufrágio pode ser informado. Por isso, após o fechamento das portas, a capela passa por uma rigorosa inspeção, a fim de verificar se há câmeras e microfones escondidos.

Os cardeais não têm permissão para falar sobre os procedimentos eleitorais com ninguém de fora do grupo. Se isto ocorrer, a alta cúpula da Igreja pode excomungá-los.

Uma vez encerrados dentro da Capela Sistina e verificada a segurança do local, os cardeais participam de missas e orações. Se os ritos forem finalizados à tarde, a votação pode ser realizada no mesmo dia.

Os cardeais votam em cédulas de papel. Cada um deles escreve o nome do candidato escolhido abaixo da expressão latina Eligo in Summun Pontificem, ou seja, Eu elejo como pontífice supremo.

Os votos são anônimos. Entretanto, o rigoroso protocolo do Vaticano impede que os cardeais votem em si próprios. Ao escreverem o nome escolhido, os religiosos caminham, em ordem de senioridade, até um altar, a fim de depositar suas cédulas de votação em um cálice.

Os votos são, então, contados e o resultado, lido para os demais cardeais. Ao fim do processo de escrutínio, é eleito papa aquele que alcançou dois terços dos votos.

Se nenhum cardeal receber o número de votos necessário para ser eleito papa, podem ser feitas até quatro votações por dia, duas pela manhã e duas à tarde, até que haja um vencedor entre eles.

O processo pode se repetir até o terceiro dia de conclave. Se ao final deste dia não houver uma definição, o quarto dia será reservado a orações e discussões.

Na sequência, o processo de votação continua e pode se estender por mais sete rodadas iguais às do início do conclave. Posteriormente, há outra pausa para orações e as votações são retomadas, novamente.

De acordo com a diocese de Providence, Rhode Island, dos Estados Unidos, nenhum dos últimos 11 conclaves realizados duraram mais do que quatro dias.

Fumaça branca – Ninguém, além dos cardeais indicados, pode entrar na Capela Sistina durante o conclave. Os fiéis e os jornalistas têm ciência do resultado da votação por meio da cor da fumaça que sai da chaminé instalada no telhado do templo.

Após as votações, as cédulas são queimadas, sempre uma vez pela manhã e uma vez à tarde. Se um papa não for eleito, ao fim de cada uma delas, os papeis são incinerados junto com um produto químico, a fim de deixar a fumaça preta.

Apenas quando a fumaça sai branca, é que os católicos do mundo sabem que o novo chefe da Igreja foi escolhido. O momento é de festa para os milhares de fiéis que esperam o fim do conclave na parte externa do Vaticano.

Tradicionalmente, cerca de 30 a 60 minutos após a fumaça branca, o novo papa aparece na sacada, cuja vista dá para a Praça de São Pedro. Na ocasião, o pontífice eleito fala, brevemente, à multidão e faz uma oração.

Dias após a eleição, o papa assume o cargo, formalmente. Os dois últimos sumo pontífices, Bento XVI e Francisco I, foram empossados na Catedral de São Pedro.

 

 



*Com informações da CNN Brasil.



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