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Justiça

Ex-prefeito de Ribeira do Pombal, na Bahia, é condenado, por corrupção passiva

21 de Fevereiro de 2025 | 08h 34
Ex-prefeito de Ribeira do Pombal, na Bahia, é condenado, por corrupção passiva
Foto: Reprodução/Redes Sociais

O ex-prefeito de Ribeira do Pombal, município localizado no Norte da Bahia, foi condenado a cinco anos de prisão, em regime semiaberto, por corrupção passiva.

A sentença imposta a José Lourenço Morais da Silva Júnior foi proferida pelo juiz federal Fábio Moreira Ramiro, da 2ª Vara Federal Criminal da Bahia, na última terça-feira (18), mas só foi divulgada nesta quinta-feira (20).

Zé Grilo, como o político é conhecido, foi prefeito da cidade por dois mandatos, entre 2004 e 2008. Ele foi sentenciado juntamente com Amaro Pinto Silva Júnior, dono da JR Consultoria. Este, a três anos e quatro meses de prisão, por corrupção ativa. Ambos poderão recorrer em liberdade.

No caso de Amaro Silva, a detenção foi substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade e pagamento de prestação pecuniária, no valor de dois salários mínimos. O empresário cumprirá a pena em regime aberto.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), os dois estão envolvidos em um esquema criminoso. O órgão identificou 20 transações bancárias suspeitas, entre fevereiro de 2010 e dezembro de 2012, totalizando R$ 87.200,00.

O órgão enfatizou, ainda, que Amaro Silva Júnior realizava os repasses para as contas de Odilon Urbano Nascimento Rocha, que, à época, atuava como motorista e chefe de garagem da Prefeitura Municipal de Ribeira de Pombal.

As transferências eram feitas no mesmo dia ou logo após a JR Consultoria receber os pagamentos do Município. Os valores, conforme o MPF, eram oriundos de contratos firmados sem licitação, o que configura crime, quando se trata da Administração Pública.

O esquema foi descoberto após ordem judicial de quebra de sigilo bancário. A medida revelou que Odilon Rocha transferia parte dos valores para a conta pessoal de Zé Grilo. Do montante total, R$ 18.100,00 foram rastreados diretamente para a conta do ex-prefeito.

Odilon Rocha, no entanto, apesar de ter servido como intermediário, foi absolvido, por falta de provas. Em depoimento, ele alegou que apenas cumpria ordens do prefeito e da secretária de Administração e Finanças da cidade, ao emprestar suas contas. Os três réus acabaram absolvidos da acusação de lavagem de dinheiro.

 


 

*Com informações do g1 BA.



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