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Justiça

Ex-delegado preso sob suspeita de envolvimento na morte de Marielle Franco pede desbloqueio de salário

19 de Fevereiro de 2025 | 08h 03
Ex-delegado preso sob suspeita de envolvimento na morte de Marielle Franco pede desbloqueio de salário
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A defesa de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), pediu, nesta terça-feira (18), ao Supremo Tribunal Federal (STF), o desbloqueio do salário de seu cliente, que está preso sob suspeita de participação nas mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes. A parlamentar e seu funcionário foram executados a tiros, na noite de 14 de março de 2018, em pleno centro da capital fluminense.

Barbosa foi levado à prisão em 2024, no âmbito da investigação que apura o envolvimento dele nos crimes. Com a prisão, o salário do ex-delegado foi bloqueado, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Na petição, os advogados afirmam que Rivaldo Barbosa está, há um ano, com o salário suspenso, necessitando de doações para pagar as contas domésticas. Em uma planilha, a defesa disse que os gastos mensais são de R$ 24,8 mil. "O acusado se encontra com suas contas e salário bloqueados há quase um ano, situação que vem comprometendo severamente as condições financeiras de sua família, que, hoje, depende de sua renda para o mínimo existencial", alegou a defesa.

Além do ex-delegado, o conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, e o deputado federal Chiquinho Brazão, irmão deste, estão encarcerados, em presídios federais, também suspeitos de participação nos homicídios de Marielle e Anderson. Todos são réus pelas acusações.

De acordo com o inquérito da Polícia Federal, o assassinato de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com questões fundiárias em áreas controladas por milícias, no Rio de Janeiro.

Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu confesso de efetuar os disparos de arma de fogo contra a vereadora e seu motorista, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa atuaram como os mandantes dos homicídios.

A corporação enfatiza que o ex-delegado, inclusive, teria participado dos preparativos da execução do crime. Desde o início das investigações, Barbosa e os outros dois acusados negam participação nos assassinatos.

 

 


*Com informações da Agência Brasil.



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