A defesa de Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCRJ), pediu, nesta terça-feira (18), ao Supremo Tribunal Federal (STF), o desbloqueio do salário de seu cliente, que está preso sob suspeita de participação nas mortes da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista, Anderson Gomes. A parlamentar e seu funcionário foram executados a tiros, na noite de 14 de março de 2018, em pleno centro da capital fluminense.
Barbosa foi levado à
prisão em 2024, no âmbito da investigação que apura o envolvimento dele
nos crimes. Com a prisão, o salário do ex-delegado foi bloqueado, por
determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Na petição, os advogados afirmam que Rivaldo Barbosa está, há
um ano, com o salário suspenso, necessitando de doações para pagar as contas
domésticas. Em uma planilha, a defesa disse que os gastos mensais são de R$
24,8 mil. "O acusado se encontra com suas contas e salário bloqueados há
quase um ano, situação que vem comprometendo severamente as condições
financeiras de sua família, que, hoje, depende de sua renda para o mínimo
existencial", alegou a defesa.
Além do ex-delegado, o conselheiro do Tribunal de Contas do
Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão, e o deputado federal Chiquinho
Brazão, irmão deste, estão encarcerados, em presídios federais, também
suspeitos de participação nos homicídios de Marielle e Anderson. Todos são réus
pelas acusações.
De acordo com o inquérito da Polícia Federal, o assassinato
de Marielle está relacionado ao posicionamento contrário da parlamentar aos
interesses do grupo político liderado pelos irmãos Brazão, que têm ligação com
questões fundiárias em áreas controladas por milícias, no Rio de Janeiro.
Conforme a delação premiada do ex-policial Ronnie Lessa, réu
confesso de efetuar os disparos de arma de fogo contra a vereadora e seu
motorista, os irmãos Brazão e Rivaldo Barbosa atuaram como os mandantes dos
homicídios.
A corporação enfatiza que o ex-delegado, inclusive, teria
participado dos preparativos da execução do crime. Desde o início das
investigações, Barbosa e os outros dois acusados negam participação nos
assassinatos.
*Com informações da Agência Brasil.