A defesa do deputado estadual Binho Galinha sofreu mais um revés na Justiça, após o juiz responsável pela ação penal rejeitar a tentativa de postergar o andamento do processo. Binho é acusado de envolvimento em lavagem de dinheiro, jogo do bicho e desmanche de carros. A decisão frustra os esforços de sua defesa, que buscava atrasar o trâmite da ação.
O parlamentar, sua esposa Mayana Cerqueira da Silva e o filho João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano haviam solicitado que o Ministério Público e a Polícia Federal fossem obrigados a apresentar todas as provas que embasam as acusações, com a alegação de que tais documentos são essenciais para garantir o direito à ampla defesa. No entanto, o juiz considerou o pedido "totalmente despropositado e desarrazoado", ressaltando que as provas já estão disponíveis e podem ser consultadas diretamente nos autos do processo.
A magistrada Márcia Simões Costa destacou que as alegações de cerceamento de defesa feitas pelos advogados são infundadas e configuram uma tentativa de retardar o andamento processual. A juíza explicou ainda que a Polícia Federal já havia incluído nos autos informações obtidas de dispositivos apreendidos, as quais estão acessíveis para as defesas.
Em sua decisão, a juíza também mencionou que algumas defesas já apresentaram manifestações preliminares, enquanto outras adotaram estratégias protelatórias. Isso levou o Ministério Público a acusar a defesa de Binho Galinha de litigância de má-fé. Para garantir a regularidade do processo, a juíza determinou que todos os advogados dos réus fossem intimados a tomar ciência das provas no prazo de cinco dias. Caso algum réu não se manifeste dentro desse período, a Defensoria Pública será acionada para representá-lo.
Com a negativa ao pedido de adiamento, o processo segue seu curso normal. A assessoria do deputado Binho Galinha informou que ele tem atuado dentro da legalidade e reafirmou seu compromisso de colaborar com a Justiça.