Por falta de médicos, muitos pacientes não conseguiram atendimento no setor de emergência do Hospital Geral do Estado (HGE), nesta quinta-feira, 13. A denúncia foi feita pelos próprios funcionários da unidade.
A Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), por meio da assessoria de comunicação, não confirma a informação e garante que o atendimento na unidade está normal.
A equipe de reportagem de A Tarde esteve nesta quinta no HGE e permaneceu por cerca de duas horas no local. Durante esse período, duas ambulâncias, com pacientes, e cinco pessoas não conseguiram atendimento.
A dona de casa Maria José de Jesus, de 57 anos, foi uma delas. Sentindo fortes dores no ouvindo, foi levada à unidade em busca de atendimento. Gilson de Jesus Pinheiro, filho de Maria, parou o carro em frente ao hospital e, com a mãe nos braços, seguiu em direção ao portão de entrada.
No meio do caminho, um policial militar pediu que ele relocasse a mãe no carro e entrasse na unidade para falar com o chefe do setor de emergência. Passados dois minutos, voltou. "Fui informado que não tem médico otorrino e mandaram eu ir para UPA dos Barris", disse o filho.
Um funcionário do setor de emergência, que não quis ser identificado - temendo retaliações -, afirmou que, pelo menos, três profissionais faltaram o dia de ontem. Segundo o enfermeiro, a ausência dos profissionais comprometeu o atendimento.
"Dois médicos clínico geral, que são os profissionais que recebem os pacientes na triagem, e um otorrinolaringologista, que trata doenças do ouvido, nariz e garganta, não vieram. Não sei como a unidade trabalhou sem eles", disse o enfermeiro.
Mesmo assim, a assessoria de comunicação da Sesab informou, por meio de nota, "que os pacientes estão passando pela triagem e a unidade está atendendo primeiramente aos casos graves, de acordo com a classificação de risco".
FONTE: A Tarde