Condenado a 28 anos de prisão, pela morte da esposa, em Camacan,
no Sul da Bahia, o comerciante Edivan Ribeiro Santana não foi localizado, nesta
terça-feira (25), para o cumprimento do mandado de prisão, expedido sete anos
após o crime.
O réu é acusado de ser o mandante do assassinato. Considerado
foragido da Justiça, ele está sendo procurado pela Polícia Civil (PC). O
feminicídio ocorreu em dezembro de 2010, mas a condenação só veio em julho de
2017.
Apesar disso, segundo a TV Santa Cruz, afiliada da Rede Bahia
na região, à época, o condenado só teria passado quatro meses na prisão. Isto
porque a defesa dele recorreu da sentença.
O caso, contudo, sofreu uma reviravolta, na última
quinta-feira (20), quando a ordem de
prisão contra Edivan foi expedida pela Justiça baiana.
O CRIME – Conforme os autos do processo, o
réu teria contratado dois homens para executar a esposa. Kátia Cristina Lima
dos Santos, de 32 anos, foi morta na frente dos três filhos, da mãe e da tia,
dentro de um carro, em frente à igreja que ela frequentava.
Na ocasião, a polícia apontou Edivan Santana como suspeito de
encomendar o crime. Segundo o inquérito, ele teria ficado com medo de dividir
os bens, após um eventual divórcio, uma vez que a esposa teria descoberto uma
traição por parte dele.
A Polícia Civil, na época, chegou a dois homens, acusados do
assassinato de Kátia Cristina. Eles acabaram condenados. Ovídio Santos Sampaio
pegou pena de 30 anos de reclusão, por ter contratado Reginaldo Amaral para
efetuar os disparos. Este, por sua vez, foi sentenciado a 28 anos de prisão.