A Procuradoria Geral da República (PGR) apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra Pâmela Monique Cardoso Bório, ex-primeira-dama da Paraíba, acusando-a de participação nos eventos de 8 de janeiro de 2023. Pâmela, natural de Senhor do Bonfim, na Bahia, foi casada com o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) de 2011 a 2015.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, responsável pela denúncia, afirmou possuir evidências suficientes da participação de Pâmela nos "atos violentos", e por isso descartou a possibilidade de celebrar um acordo de não persecução penal com ela. A defesa de Pâmela manifestou interesse em negociar tal acordo para evitar um processo formal.
Segundo Gonet, o acordo não é viável devido ao papel de Pâmela como executora direta dos atos contrários à democracia. "A denunciada permaneceu unida subjetivamente aos integrantes do grupo e participou da ação criminosa que invadiu as sedes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal e quebrou vidros, cadeiras, painéis, mesas, móveis históricos e outros bens que ali estavam", disse Gonet.
Em depoimento à Polícia Federal (PF) em março de 2023, Pâmela afirmou que trabalha como jornalista, foi eleita como suplente de deputado federal e estava em Brasília de férias. Ela negou envolvimento em atos de vandalismo, alegando não ter entrado em áreas restritas ou proibidas e desconhecer as ações de outros manifestantes.
Durante o depoimento, a defesa argumentou que Pâmela recebeu um "diagnóstico de transtorno do espectro autista, que às vezes afeta sua percepção de tempo, espaço e compreensão da realidade". Afirmou ainda que Pâmela estava lá como profissional, exercendo sua função como jornalista de opinião política, algo que faz há vários anos.