Tribuna Feirense

  • Facebook
  • Twiiter
  • (75) 9707-1234
  • Feira de Santana, domingo, 14 de junho de 2026

Justiça

Acusado de violência doméstica, filho de Lula terá de se manter afastado da ex, por determinação judicial

03 de Abril de 2024 | 13h 46
Acusado de violência doméstica, filho de Lula terá de se manter afastado da ex, por determinação judicial
Foto: Reprodução

Após ter sido denunciado pela ex-mulher, por agressão verbal e psicológica, o empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do atual presidente da República, terá de se manter afastado dela, por determinação da Justiça de São Paulo.

Segundo o Metrópoles, na decisão, o juiz determinou que o suspeito, de 39 anos, fique, pelo menos, a “200 metros” de distância Natália Schincariol. A médica, de 29 anos, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) contra o ex-companheiro nesta terça-feira (2).

A vítima relatou à polícia que o casal manteve um relacionamento por cerca de dois anos. O rompimento ocorreu recentemente, segundo Natália, motivado por supostos episódios de violência doméstica. Ela também destacou que as agressões se intensificaram nos últimos momentos da vida em comum.

Em seu depoimento, a médica disse que “as agressões são de natureza física, verbal, psicológica e moral”. Ela afirmou, ainda, que Luís Cláudio teria desferido “uma cotovelada” em sua barriga, durante “uma das brigas, no final de janeiro deste ano”. O desentendimento, conforme a vítima, ocorreu após o acusado se recusar a entregar o celular dela.

Natália Schincariol também detalhou que já havia sido afastada do trabalho, pelo período de um mês, “devido ao trauma causado pelas agressões”. A ex-nora do presidente Lula teria, ainda, sido hospitalizada, por causa de “crises de ansiedade”.

Além disso, ela contou que recebe ameaças e ofensas constantes, por parte de Luís Cláudio. E que este lhe chamou de “doente mental”, “vagabunda” e “louca”. A vítima também detalhou que vinha sendo “manipulada” e “ameaçada”, a fim de que não denunciasse as supostas agressões.

O argumento usado pelo suspeito, de acordo com a médica, era de que ele é filho do presidente, possuindo “influência para se safar das acusações”.

Conforme o Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) ressaltou que as investigações estão a cargo da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) e que um inquérito foi instaurado. “A medida protetiva solicitada pela vítima foi deferida pela Justiça, e o autor será intimado da decisão por um oficial da Justiça, para cumpri-la”, disse o órgão, salientando que a oitiva das partes será marcada.

Na decisão, a juíza Joanna Palmieri Abdallah, do Foro da Casa da Mulher Brasileira, determinou que o averiguado, além de estar proibido de se aproximar a menos de 200 metros da vítima, não pode:

 

- frequentar o local de trabalho, estudo ou igrejas/templos/locais de culto religioso da vítima;

- estabelecer com a vítima qualquer forma de contato, telefonemas, mensagens, redes sociais, recados e outros;

- se aproximar do lugar comum, podendo retirar documentos pessoais e bens de uso pessoal, acompanhado de oficial de Justiça ou de terceiro indicado pelo ofensor e sob supervisão da ofendida.

defesa – Segundo o Metrópoles, por meio de nota, a advogada Carmen Tannuri, que defende Luís Cláudio Lula da Silva, negou as acusações feitas contra seu cliente. A jurista também afirmou que vai processar Natália. “Tomamos conhecimento das fantasiosas declarações que teriam sido proferidas pela médica, atribuindo ao nosso cliente inverídicas e fantasiosas agressões, cujas mentiras são enquadráveis nos tipos dos delitos de calúnia, injúria e difamação, além de responder por reparação por danos morais, motivos pelos quais serão tomadas as medidas legais pertinentes”, escreveu.



Justiça LEIA TAMBÉM

Charge da Semana

charge

As mais lidas hoje