A defesa do ex-jogador de futebol Robinho, preso pelo crime
de estupro coletivo na última quinta-feira (21), entrou com um novo pedido de habeas
corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), nesta sexta-feira (22).
Robinho foi
detido pela Polícia Federal (PF), na cidade de Santos, litoral do estado
de São Paulo. O mandado de prisão foi expedido pela Quinta Vara da Justiça
Federal, em cumprimento à decisão da Corte Especial do Superior Tribunal de
Justiça (STJ), que acatou, na última quarta-feira (20), por nove votos a dois,
o pedido da Justiça italiana para que o condenado cumpra a pena de 9 anos de reclusão
no Brasil, uma vez que a legislação brasileira não permite a extradição de
nacionais.
Robinho foi sentenciado à pena de reclusão em regime fechado
em todas as instâncias judiciais, não havendo mais a possibilidade de recurso,
por ter, segundo os autos, participado ativamente da violação de uma jovem
albanesa de 23 anos, dentro de uma boate situada na cidade italiana de Milão,
em 2013.
Após passar por exames de corpo de delito e por audiência de
custódia, o ex-jogador foi conduzido até a Penitenciária Doutor José Augusto
César Salgado, mais conhecida como Penitenciária II de Tremembé, para iniciar o
cumprimento da pena.
Desde quinta-feira, a defesa do condenado tenta manobras
jurídicas, junto ao STF, para, primeiro, evitar a prisão dele, e, agora, para conseguir
sua soltura.
De acordo com a Agência Brasil, na petição protocolada ontem,
os advogados voltaram a alegar que a decisão do STJ, que homologou a
sentença italiana contra Robinho e determinou a prisão imediata dele, é ilegal.
"O STJ fere de morte o inarredável princípio constitucional do devido
processo legal, atuando não como uma Corte de Justiça, mas sim como parte
interessada na demanda, o que não se pode admitir, com renovadas vênias", diz
o documento enviado pelos advogados.
O primeiro pedido de habeas
corpus foi negado, em decisão monocrática, pelo ministro Luiz Fux, do
Supremo Tribunal Federal.