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Segurança

Grupo de milicianos comandado por deputado feirense também atuava no desmanche de carros, diz PF

07 de Dezembro de 2023 | 09h 44
Grupo de milicianos comandado por deputado feirense também atuava no desmanche de carros, diz PF
Foto: Divulgação/Polícia Federal

A quadrilha de milicianos desarticulada, na manhã desta quinta-feira (7), pela Polícia Federal (PF), no município de Feira de Santana, também atuava no desmanche de veículos. Segundo a corporação, os envolvidos entravam em ação logo após um furto ou roubo ser concretizado. O objetivo era vender as peças dos carros no mercado ilegal.

Vídeos e fotos divulgados pela PF mostram o galpão onde peças e equipamentos automotivos, como capôs, pneus, bancos e motores, eram armazenadas pelos criminosos.

Realizada em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e a Força Correcional Integrada (Force/Coger/SSP-BA), a operação El Patron revelou que o grupo criminoso também era especializado em lavagem de capitais advindos de jogo do bicho, agiotagem, extorsão e receptação qualificada.

Segundo o Bahia Notícias, o principal alvo da ação policial é o deputado estadual Binho Galinha (Patriota). Três agentes da Polícia Militar (PM) também estão entre os investigados. A Polícia Federal informou que os policiais seriam responsáveis por fazer cobranças, mediante uso de violência, dos valores oriundos dos jogos ilícitos e dos empréstimos a juros excessivos.

Ao todo, estão sendo cumpridos dez mandados de prisão preventiva e 33 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 1º Vara Criminal de Feira de Santana e também incluem o bloqueio de mais de R$ 700 milhões das contas bancárias dos investigados e o sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais, além da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

Participam da operação 200 policiais federais e estaduais, além de 15 auditores-fiscais da Receita Federal e seis Analistas Tributários. A ação conta, ainda, com o apoio do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (COT); do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI); do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco); e da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil da Bahia (Core).

A investigação começou imediatamente após o MP-BA enviar um ofício à PF relatando que graves ilícitos penais estariam sendo perpetrados na região.  Segundo a corporação, o aprofundamento das diligências revelou elementos probatórios acerca da participação dos indiciados no grupo miliciano, evidenciando parte da estrutura da organização criminosa e seu poderio econômico.



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