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Segurança

PF deflagra operação contra grupo miliciano, em Feira de Santana

07 de Dezembro de 2023 | 08h 38
PF deflagra operação contra grupo miliciano, em Feira de Santana
Foto: Divulgação/PF

Com o objetivo de desarticular uma estruturada organização criminosa especializada na lavagem de capitais advindos de jogo do bicho, agiotagem, extorsão, receptação qualificada e outras infrações penais, a Polícia Federal (PF), em conjunto com a Receita Federal do Brasil (RFB), o Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) e a Força Correcional Integrada (Force/Coger/SSP-BA), deflagrou, nesta quinta-feira (7), a Operação El Patron.

De acordo com a corporação, a facção criminosa atua em Feira de Santana e em cidades circunvizinhas. Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 700 milhões das contas bancárias dos investigados, do sequestro de 26 propriedades urbanas e rurais e da suspensão de atividades econômicas de seis empresas.

As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 1º Vara Criminal de Feira de Santana. Participam da operação 200 policiais federais e estaduais, além de 15 auditores-fiscais da Receita Federal e seis Analistas Tributários.

Segundo a PF, a investigação teve início após o recebimento de um ofício encaminhado pelo MP-BA, relatando que graves ilícitos penais estariam sendo perpetrados na região. O aprofundamento das diligências revelou elementos probatórios acerca da participação dos indiciados em um grupo miliciano e evidenciou parte de sua estrutura, inclusive seu poderio econômico.

O inquérito também aponta que, atualmente, o chefe da organização é detentor de foro por prerrogativa de função. Em função disso, a PF esclarece que, desde 2018, o Supremo Tribunal Federal (STF) vem entendendo que parlamentares serão processados e julgados pela justiça de primeiro grau, em caso de cometimento de crimes antes da diplomação do cargo e desconexo a ele.

Em cumprimento à ordem judicial, a Receita Federal produziu relatórios apontando inconsistências fiscais dos investigados, movimentação financeira incompatível, bem como propriedade de bens móveis e imóveis não declarados, além de indícios de lavagem de dinheiro.

A corporação enfatiza, ainda, que três policiais militares lotados na Bahia participam do esquema criminoso. Eles integrariam o braço armado do grupo miliciano, tendo como atribuição efetuar cobranças, mediante violência e grave ameaça, de valores indevidos oriundos de jogos ilícitos e empréstimos a juros excessivos.

A ação desta manhã contou com o apoio do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal (COT), do Grupo de Pronta Intervenção da Polícia Federal (GPI), do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público Estadual (Gaeco) e da Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil da Bahia (Core).

A PF dará seguimento às investigações, a fim de apurar se há outros envolvidos. Se condenados pelos crimes cometidos, os suspeitos já implicados serão sujeitos a penas máximas, que, somadas, podem ultrapassar 50 anos de reclusão.



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