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Lula diz que ataque a hospital de Gaza é injustificável e que inocentes não podem pagar por insanidade da guerra

18 de Outubro de 2023 | 12h 51
Lula diz que ataque a hospital de Gaza é injustificável e que inocentes não podem pagar por insanidade da guerra
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) condenou, nesta quarta-feira (18), o ataque aéreo que deixou quase 500 mortos e mais de 300 feridos, na noite de ontem (17), em um hospital da cidade de Gaza. Para o chefe de Estado, a ação é “injustificável”. Até o momento, a autoria não foi esclarecida.

Lula também usou as redes sociais para declarar que inocentes não podem morrer em nome do que chamou de insanidade da guerra. “O ataque ao Hospital Baptista al-Ahli Arab é uma tragédia injustificável. Guerras não fazem nenhum sentido. Vidas perdidas para sempre. Hospitais, casas, escolas, construídos com tanto sacrifício, destruídos em instantes. Refaço este apelo. Os inocentes não podem pagar pela insanidade da guerra”, escreveu.

O Ministério da Saúde de Gaza afirma que as Forças Armadas de Israel (FDI) estão por trás da devastadora explosão. Em sua defesa, Israel atribui a responsabilidade a uma falha em um foguete lançado pela Jihad Islâmica, que nega a acusação.

“PREÇO INSUPORTÁVEL” – A Faixa de Gaza vem sendo incessantemente bombardeada desde o de outubro, em resposta a um violento ataque terrorista perpetrado pelo Hamas, grupo radical islâmico que controla o enclave. “É preciso atacá-los de forma dolorosa, para que paguem um preço insuportável", disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

As declarações dadas pelo Estado de Israel, assim como o embargo total de suprimentos essenciais à vida, como água comida e remédios, imposto aos moradores da faixa de Gaza, vêm sendo alvos de inúmeras críticas, por parte de organismos internacionais, que falam em “extermínio em massa”, “genocídio” e “limpeza étnica”.

"punição coletiva" – No último domingo (15), Abdel Fattah al-Sisi, presidente do Egito, também afirmou que a reação de Israel ao ataque do Hamas excedeu o direito à autodefesa, transformando-se em "punição coletiva". O país africano também faz fronteira com o enclave. Centenas de comboios de ajuda humanitária aguardam, em território egípcio, a abertura da passagem de Rafah, para levar água, suprimentos médicos e remédios aos palestinos.

Desde o início da guerra, Israel jogou mais de 6 mil bombas no território palestino. Estima-se que cerca de 4,5 mil pessoas já morreram no enclave, sendo mais de mil crianças. 



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