O médico Rivaldo Venâncio da Cunha, da Fiocruz - Fundação Osvaldo Cruz, esteve em Feira de Santana nas últimas semanas para realizar trabalho de pesquisa sobre as doenças. Ele conta que a situação verificada na cidade é estudada com interesse devido ao ineditismo, o que poderá trazer respostas a serem aplicadas em outros locais.
"Embora a zika tenha sido descoberta há mais de 60 anos, aconteceu em países muito pequenos. O primeiro país grande com população razoável no mundo, é o Brasil. Inclusive a organização mundial de saúde está conhecendo a doença mais de perto agora, para a partir da experiência que o Brasil está vivenciando, em especial no Nordeste e no Sudeste, todos os profissionais de saúde, sejam de Feira, sejam da Bahia ou do Brasil aprendam a cuidar de chikungunya e da zika”, comentou em entrevista ao repórter Luiz Santos, da Rádio Sociedade.
Zika e chikungunya são novas no Brasil e os profissionais de saúde estão aprendendo a tratar e acompanhar a doença. A Fiocruz tenta desenvolver um teste rápido para diagnóstico, principalmente da chikungunya. Atualmente a confirmação se dá por meio de exames de sangue demorados, por isso as confirmações dos casos suspeitos são quase todas feitas com base nos sintomas, detectados pelos profissionais de saúde.