As três entrevistadas pela Tribuna estão conseguindo alívio por meio da acupuntura implantada recentemente na rede municipal em função da doença. Rosângela, Edivanda e Osana fazem parte de uma turma de 40 pessoas, atendidas coletivamente, numa sala da divisão de atenção básica à saúde, na própria sede da secretaria municipal de Saúde. As sessões ocorrem toda terça-feira a partir do meio dia.
A técnica milenar criada pelos chineses utiliza agulhas que são espetadas no corpo e estimulam substâncias responsáveis pela sensação de bem-estar, como endorfina e serotonina.
Osana fez três sessões. “Já senti diferença e estou me sentindo bem melhor, sinto menos dores, estou andando normal, ereta, e até dormindo melhor, porque eu não estava dormindo. Com isso estou mais animada, menos chorosa, menos depressiva. Não estou cem por cento, mas eu estou me sentindo bem melhor", avalia.
A instrumentadora Rosângela conta que desde a primeira sessão notou diferença. “Já estou voltando para o centro cirúrgico mas apenas para a área de cirurgia geral. Eu sempre trabalhei com a área de cirurgia ortopédica, mas ainda não consigo voltar devido ao tipo de equipamento e material utilizado. Não consigo ter força, não consigo fazer movimentos bruscos”, relata.
Edivanda também fez três sessões e espera voltar ao normal, retomando as mesmas atividades profissionais que desempenhava antes da febre. Por enquanto, ela tem contado com a compreensão da patroa, já que não tem forças para fazer faxinas como sempre fez.
Como a experiência vem sendo bem sucedida e a necessidade é crescente, há previsão de estender o atendimento para mais pessoas. "O tratamento só é liberado após o paciente ser atendido em um posto de saúde do seu bairro, e encaminhado ao infectologista que deverá fazer a solicitação do tratamento a depender da situação", avisa Nelma Lucia, assistente de saúde da Vigilância Epidemiológica.