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EUA emitem novos alertas para ‘químicos eternos’ em água potável

16 de Junho de 2022 | 11h 38
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EUA emitem novos alertas para ‘químicos eternos’ em água potável
Foto: Marcos Santos/USP Imagens

Na última quarta-feira (15), a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos emitiu novos alertas para “produtos químicos eternos” em água potável. Os poluentes sintéticos liberam toxinas prejudiciais à saúde humana mesmo em níveis extremamente baixos, quando não são detectáveis.

A família dos químicos tóxicos conhecidos como PFAS (substâncias per e polifluoroalquil) é utilizada em larga escala na confecção de produtos domésticos. Está presente em panelas antiaderentes, tecidos resistentes a manchas e líquidos e em espumas de combate a incêndios e produtos industriais.

Com alto potencial cancerígeno, os PFAS são, comumente, relacionados ao surgimento do câncer. Mas, segundo a comunidade científica, também podem provocar danos no fígado e causar diabetes, peso baixo no nascimento, além de outros problemas de saúde. Apesar disso, os produtos químicos que não se decompõem facilmente ainda não estão regulamentados.

Conforme a Agência Brasil, a Reuters de Washington reportou que a Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos deve, nos próximos meses, emitir uma proposta de regras para regulamentar os PFAS. Até entrarem em vigor, os avisos servirão ao propósito de fornecer informações a estados, tribos e sistemas hídricos. A ideia é orientar sobre como lidar com a contaminação provocadas por essas substâncias.

O órgão também salientou que disponibilizaria US$ 1 bilhão para lidar com PFAS em água potável, de um total de US$ 5 bilhões em financiamento na lei de infraestrutura de 2022. Com isso, os estados terão a possibilidade de realizar assistência técnica, testes de qualidade de água e instalação de sistemas centralizados de tratamento.

Ainda conforme a Reuters, os avisos sanitários atualizados de água potável para ácido perfluorooctanóico (PFOA) e ácido perfluorooctanossulfônico (PFOS) substituem os que a Agência de Proteção Ambiental norte-americana emitiu em 2016. Os níveis de aconselhamento indicam que alguns problemas de saúde ainda podem acontecer com concentrações de PFOA e PFOS em água próximas de zero ou abaixo da capacidade de detecção.



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