De acordo com o portal Notícias ao Minuto, as primeiras
recomendações da OMS sobre o tema foram publicadas em um guia provisório, a
partir da recomendação do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos (Sage). No
documento, o órgão enfatizou que a vacinação em massa não é necessária, não
recomendando, portanto, neste momento.
Contudo, pessoas que tiveram contato com casos confirmados devem
se vacinar, como profilaxia pós-exposição (PrEP), com uma vacina de segunda ou
terceira geração. O imunizante precisa ser aplicado até quatro dias após a
primeira exposição, a fim de prevenir o início da doença.
Segundo o site, a OMS afirmou, ainda, que alguns países
mantiveram estoques estratégicos de vacinas mais antigas contra a virose,
provenientes do Programa de Erradicação da Varíola, concluído em 1980. Estes
antígenos de primeira geração, contudo, não são recomendados para o surto de
varíola do macaco.
Segundo a entidade, vacinas novas e mais seguras (segunda e
terceira geração), cujo desenvolvimento foi impulsionado por anos de pesquisas
sobre a doença, podem ser úteis para evitar a disseminação da varíola dos
macacos.
O mundo, especialmente a Europa, vivencia um aumento significativo do número de casos. A Direção-Geral da Saúde (DGS) de Portugal, por exemplo, confirmou, hoje, mais 22 casos de infecção humana pelo vírus, elevando o número total de casos confirmados para 231. “Todas as infecções confirmadas são em homens, entre os 19 e os 61 anos, tendo a maioria menos de 40 anos”, disse a entidade, por meio de nota, salientando que os pacientes contaminados pelo vírus estão em acompanhamento e encontram-se clinicamente estáveis.