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G7 cobra responsabilização da Rússia por crimes de guerra

06 de Março de 2022 | 11h 45
G7 cobra responsabilização da Rússia por crimes de guerra
Foto: Deutsche Presse/Agentur GmbH
Os ministros das Relações Exteriores do Grupo dos Sete (G7) veem a guerra travada pela Rússia contra a Ucrânia com grande apreensão. Formada pela Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, a aliança que reúne os sete países mais industrializados do mundo pede a responsabilização do Estado comandado por Vladimir Putin por crimes de guerra. O território ucraniano está sob bombardeio incessante das tropas russas há 11 dias.

Na última sexta-feira (4), os representantes do G7 afirmaram estar “profundamente preocupados” com o impacto humanitário dos “ataques contínuos da Rússia” contra a população civil da Ucrânia. “Reenfatizamos que ataques indiscriminados são proibidos pelo direito internacional humanitário. Vamos responsabilizar os culpados ??por crimes de guerra, incluindo o uso indiscriminado de armas contra civis”, declararam, mediante comunicado conjunto divulgado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, no documento, os ministros também pediram à Rússia que cesse os ataques nas “vizinhanças das usinas nucleares da Ucrânia”. Isto porque, na madrugada de sexta-feira, tropas russas tomaram Zaporizhzhia, a maior usina nuclear da Europa, localizada na cidade ucraniana de Enerhodar.

O ataque causou alarme em todo o mundo, pelo risco de um acidente nuclear de proporções devastadoras. Os russos bombardearam o local e um prédio onde os funcionários da empresa eram treinados acabou incendiado. O fogo foi controlado e não houve alteração dos níveis de radicação no local, conforme informou, posteriormente, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

Dmytro Kuleba, ministro de Relações Externas da Ucrânia, contudo, advertiu que se houvesse uma explosão, o impacto seria dez vezes pior que o ocorrido em Chernobyl, usina nuclear ucraniana que explodiu, depois de um acidente, em 1986. Em função disso, os Estados Unidos condenaram o bombardeio no local. O governo norte-americano enfatizou que a Rússia arriscou provocar uma catástrofe sem precedentes na História.

Os ministros do G7, diz a Reuters, acrescentaram que seus países continuarão a impor sanções em resposta à agressão russa, segundo eles permitida por Belarus, país governado por Aleksandr Lukashenko, que faz fronteira com a Letônia, Lituânia, Polônia, Rússia e Ucrânia. “O presidente Putin, seu governo e apoiadores, e o regime de Lukashenko têm total responsabilidade pelas consequências econômicas e sociais dessas sanções”, afirma o comunicado emitido pelos ministros do G7.

Os países do Grupo dos Sete se comprometeram a aumentar o apoio humanitário à Ucrânia. Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano, pediu, durante reunião com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, ocorrida em Bruxelas, capital da Bélgica, que os aliados e parceiros da Otan forneçam à Ucrânia equipamentos e suprimentos para resistir à invasão russa.



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