Áreas residenciais e prédios administrativos de Kharkiv,
segunda maior cidade da Ucrânia, seguem sob intenso bombardeio, pelo segundo dia
consecutivo. O ataque foi ordenado pelo presidente russo, Vladimir Putin.
O Ministério de Situações de Emergência da Ucrânia mostrou,
nesta quarta-feira (2), imagens do Departamento Regional de Assuntos Internos
em chamas. O edifício, situado no centro de Kharkiv, foi atingido por mísseis
russos. Bombeiros tentavam debelar o fogo, que também consumia um imóvel
vizinho, onde há uma casa.
Os militares russos também atacaram a sede da polícia
ucraniana. E, de acordo com o assessor do Ministério do Interior, Anton
Gerashchenko, o prédio da Faculdade de Sociologia da Universidade Nacional de
Karazin também está em chamas. A informação foi veiculada via Telegram.
Segundo a imprensa internacional, mais um grupo de militares
russos teria chegado, na última madrugada, a Kharkiv. São relatados confrontos
violentos em diversos pontos da cidade.
A agência estatal de comunicação ucraniana noticiou que
tropas de Putin também atacaram um hospital militar, situado na região norte da
cidade. “Praticamente não há mais áreas em Kharkiv que não tenham sido impactadas
por projéteis de artilharia”, afirmou Gerashchenko.
Nesta terça-feira (1º), dois mísseis atingiram a sede do
executivo regional da cidade. O edifício ficou destruído. Até o momento, foram
confirmados 21 mortos e 112 feridos. Diante da ofensiva russa contra a Ucrânia,
o presidente Volodimir Zelenski disse, em um pronunciamento televisionado, que Moscou
quer apagar o país. “Todos eles têm ordens para apagar nossa história, apagar
nosso país, apagar todos nós”, denunciou.
TERRORISMO – O chefe de Estado ucraniano
classificou a investida russa contra Kharkiv como terrorista. “O foguete na
praça central de Kharkiv é um terror aberto e descoberto. A Rússia é um estado
terrorista. Ninguém vai perdoar. Ninguém jamais esquecerá”, protestou Zelenski.
Hoje, a atenção mundial está voltada a uma possível segunda
rodada de negociações entre Rússia e Ucrânia. O encontro foi noticiado tanto
pela mídia ucraniana quanto pela agência russa Tass. Esta, no entanto, creditou
a informação a jornais do país inimigo. As diplomacias dos dois países ainda
não confirmaram a reunião.