As autoridades chinesas liberaram a importação da carne
bovina brasileira. A permissão, no entanto, é parcial. Está concedida, apenas,
para produtos certificados até o dia 3 de setembro, data que antecede o embargo
à proteína, após a notificação de dois casos atípicos da doença da vaca louca,
nos estados de Minas Gerais e Mato Grosso.
De acordo com o G1, a Administração Geral de Alfândegas da
China (GACC) mantém o veto, apesar de a Organização Mundial de Saúde Animal
(OIE) já ter informado que as ocorrências não representam risco para a cadeia
de produção nacional.
A China compra quase metade da carne produzida no Brasil, que
chega a cerca de 2 milhões toneladas. Conforme a Associação Brasileira de
Frigoríficos (Abrafrigo), com a interdição, as exportações totais caíram 43%,
em outubro, em comparação com o mesmo período de 2020. Em receita, o
faturamento da exportação ficou em US$ 541,6 milhões, no mês passado, uma queda
de 31%, também se comparado ao mesmo mês do ano anterior.